Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 14h17.
O presidente do Missão e candidato à presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira, 4, que, se eleito, pretende redefinir a relação entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo ele, o próximo presidente indicará quatro ministros para a Corte e precisará construir uma maioria para "disciplinar" o tribunal, que classificou como um órgão em "caos completo"."O próximo presidente da República vai indicar quatro ministros do STF. Dialogando bem, o STF terá uma maioria, especialmente republicana, para poder disciplinar o tribunal", afirmou durante coletiva de imprensa após a sabatina G4 e O Antagonista.
Na avaliação do candidato, o Supremo extrapolou suas atribuições ao atuar em temas políticos e legislativos.
"O STF está um caos completo. É decisão monocrática, escritório de amigo, atuação política junto ao Parlamento, telefonema dentro do Senado para barrar projeto. Todo mundo sabe que o STF se tornou um partido político de si próprio e um poder de si próprio. Vai precisar fazer isso de maneira republicana", disse.
Renan afirmou que pretende promover essas mudanças sem ampliar a crise institucional entre os Poderes. Segundo o pré-candidato, esse será um dos principais desafios do próximo governo.
"O próximo presidente vai ter um grande desafio de fazer grandes medidas e alterar essa dinâmica de poder com o STF sem manter o Brasil em uma crise institucional", afirmou. "Isso é um trabalho de artista, mas o presidente sabe o que fez", completou.
Durante a sabatina, Renan também defendeu uma agenda de reformas econômicas e administrativas. O pré-candidato afirmou que pretende promover um ajuste das contas públicas para reduzir os juros, realizar uma reforma administrativa, rever o pacto federativo, diminuir o número de municípios e revisar políticas de benefícios sociais. Na área da segurança pública, disse que o combate ao crime organizado será uma das prioridades do início de seu mandato.
Entre as medidas citadas, Renan defendeu a decretação de estado de defesa em municípios dominados por facções criminosas para ampliar a atuação do governo federal.
"É imprescindível tanto o ajuste das contas para fazer os juros baixarem e podermos ter uma alíquota de impostos decente para os brasileiros quanto o enfrentamento completo ao crime organizado", afirmou.
Segundo o candidato, a medida deverá ser adotada logo no início do mandato.
"Inclusive, colocar já no início do nosso mandato alguns municípios em estado de defesa para que o governo federal possa remover o crime organizado nesses locais", disse.
Ao comentar a formação das chapas da direita, Renan avaliou que Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para ampliar sua aliança eleitoral.
"O Flávio está tentando desesperadamente um vice de outro partido para mostrar força política. Ele não está conseguindo e também não está conseguindo apoio empresarial", afirmou.
Questionado sobre as pesquisas de intenção de voto, o pré-candidato disse que vê interesses políticos por trás de alguns levantamentos, mas afirmou acreditar que sua candidatura tende a crescer com o aumento da exposição pública.
"Meu volume nas redes sociais e meu número de aparições na imprensa vêm aumentando bastante", disse. "Eu acredito que, com esse espaço, tendo a convencer mais pessoas. Isso vai ser metrificado na hora certa", concluiu.