Brasil

Receita vai criar centro de gestão de riscos aduaneiros

Objetivo é rastrear e coibir o subfaturamento das importações brasileiras

Subfaturamento das importações brasileiras passarão a ser rastreados, segundo a Receita (Bia Parreiras/EXAME)

Subfaturamento das importações brasileiras passarão a ser rastreados, segundo a Receita (Bia Parreiras/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 21 de fevereiro de 2011 às 12h09.

Brasília - O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, informou hoje que a instituição vai criar, ainda no primeiro semestre, o Centro Nacional de Gestão de Riscos Aduaneiros, que terá como tarefa rastrear e coibir o subfaturamento das importações brasileiras. Segundo ele, atualmente a Receita faz essa fiscalização no varejo e em cada porto. O objetivo agora é ter um centro que faça a análise dos dados de forma centralizada permitindo à Receita usar mais a área de inteligência.

O secretário admitiu que esse novo monitoramento busca controlar a invasão de produtos chineses. Além disso, esse é um movimento coordenado com os estudos que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vem fazendo para elevar o imposto de importação de alguns produtos. Ele explicou que, quando há aumento de alíquota, há um risco maior de subfaturamento, porque o importador tenta reduzir a base de incidência do tributo para pagar menos imposto.

O secretário disse que a Receita vai rastrear todos os produtos que possam prejudicar a produção nacional, em função da concorrência desleal. "Os produtos, tanto da China quanto de outro país, serão fiscalizados", disse o secretário, destacando que os chineses não são um mal em si. O problema é quando o preço não está correto em sua importação.

Barreto informou que essa é uma determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está preocupado com a prática de preços desleais na importação. O ministro disse que o centro irá funcionar em São Paulo ou no Paraná. Ele disse que o local será definido em função da facilidade de instalação e que não necessariamente ficará em um grande centro ou perto de um porto.

Acompanhe tudo sobre:ComércioImportaçõesComércio exteriorReceita Federal

Mais de Brasil

Flávio Bolsonaro parabeniza Fujimori e organiza alianças com direita latina

Legislativo cria modelo único com foco no desenvolvimento regional em SC

Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após ser alvo da PF

Preço de passagens aéreas sobe 11% em maio com alta dos combustíveis