Brasil

Reajuste dos servidores deverá custar R$ 8,5 bilhões em 2016

O ministro da Secretaria de Governo e o líder do governo na Câmara definiram que a urgência dos aumentos terão prioridade na pauta de votações da Casa


	Câmara: segundo Moura, a orientação do presidente em exercício, Michel Temer, é "tratar todos os servidores da mesma maneira"
 (Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)

Câmara: segundo Moura, a orientação do presidente em exercício, Michel Temer, é "tratar todos os servidores da mesma maneira" (Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)

DR

Da Redação

Publicado em 31 de maio de 2016 às 12h39.

Brasília - Projetos que aumentam a remuneração de servidores públicos, em tramitação na Câmara dos Deputados, custarão cerca de R$ 8,5 bilhões aos cofres públicos em 2016.

Durante reunião na segunda-feira, 30, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), definiram que a urgência dos aumentos da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Câmara e do Senado terão prioridade na pauta de votações da Casa nos próximos dias.

Segundo Moura, a orientação do presidente em exercício, Michel Temer, é "tratar todos os servidores da mesma maneira".

Há um mês, a urgência das propostas relativas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público da União (MPU) já haviam sido aprovadas.

Se continuarem de acordo com a lei orçamentária, considerando apenas um período de seis meses, os gastos somarão cerca de R$ 230 milhões no Legislativo; R$ 1 bilhão no Judiciário; R$ 200 bilhões no MPU; R$ 6 milhões na DPU; e R$ 6,5 bilhões no Executivo.

Com a urgência, os projetos passam a ter prioridade na pauta de votação do plenário. De acordo com Geddel, ele irá se reunir com os líderes da base aliada nesta terça-feira, 31, para discutir as propostas, mas não acredita que enfrentará resistência dos parlamentares.

Apesar de afirmar que ainda não possui o valor total dos gastos, que, segundo ele, ainda estão sendo avaliados, o governo está "tranquilo que poderá seguir com as votações" dos projetos.

"Não é nada que desestruture o planejamento da equipe econômica", disse.

Para o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), "os reajustes já estão previstos no orçamento, não se tratam de novas despesas, portanto as medidas vão implantar o que já foi aprovado" com a meta fiscal.

Outro líder da base comentou que "se o governo considerar que pode bancar os ajustes mesmo com o déficit orçamentário, não vai bancar o herói e vai apoiar a decisão".

Para liberar a pauta, também deverá ser apreciada nos próximos dias a medida provisória que destina R$ 316 milhões para atender a agricultores familiares atingidos pela seca.

Os reajustes salariais foram propostos ainda pela gestão da presidente afastada Dilma Rousseff.

Antes de assumir a presidência, a equipe econômica de Temer havia sinalizado que poderia rever o que foi negociado com a equipe de Dilma, notícia que foi alvo de críticas do sindicalismo público.

A votação do reajuste é um aceno de Temer aos sindicalistas, com quem vem enfrentando resistência.

DRU

O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), afirmou mais cedo que o projeto da Casa que propõe a Desvinculação de Receitas da União (DRU) também será prioridade para o Planalto nas próximas semanas.

Segundo Moura, já há um acordo com o presidente da comissão especial que analisa a medida, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para votar o relatório final na manhã desta quarta-feira, 1º.

A votação em plenário do parecer, contudo, deverá ocorrer somente na próxima semana devido ao interstício de dois dias estabelecido pelo regimento interno da Câmara.

Depois de aprovado, a expectativa do Planalto é que o parecer vá direto para o plenário do Senado, sem precisar passar por nenhuma comissão da Casa.

O texto original da DRU na Câmara prevê a desvinculação de 30% das receitas obrigatórias até 2023.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilSaláriosCâmara dos DeputadosServidores públicosCongressoOrçamento federal

Mais de Brasil

Se terceira via for ao 2º turno, ganha de Lula com 10 pontos de folga, diz fudador do Futura

Vox Brasil: Tarcísio lidera com vantagem de 11 pontos contra Haddad no 1º turno em SP

Marina, Derrite, do Prado e Tebet lideram disputa pelo Senado em SP, diz Vox Brasil

Lula diz que enviará novamente ao Senado indicação de Jorge Messias ao STF