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Quais setores sofrem primeiro com uma greve de caminhoneiros?

Comércio e indústria podem ser as áreas mais afetadas por uma possível paralisação dos caminhoneiros; entenda lista

Governo Federal divulgou ações para contornar a greve (Getty Images)

Governo Federal divulgou ações para contornar a greve (Getty Images)

Publicado em 20 de março de 2026 às 09h32.

Nos últimos dias, os rumores sobre uma possível greve dos caminhoneiros ganharam força e mobilizaram o Governo Federal para evitar o impasse com a categoria. Com base em paralisações anteriores, os setores de comércio e indústria devem ser os mais prejudicados.

Analistas apontam que o movimento foi motivado pela alta do diesel.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, explica que a categoria já deliberou sobre o tema e está articulando com outros grupos do país.

Esse movimento agora é pela sobrevivência da categoria. Não é mais uma questão pontual, é porque a conta simplesmente não fecha.

Governo anuncia medidas para evitar greve dos caminhoneiros

O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) divulgou no fim da tarde desta quarta-feira, 18, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou as medidas estipuladas para evitar a greve dos caminhoneiros.

Entre elas estão:
  • Fiscalização do frete mínimo das viagens;
  • Ampliação do monitoramento eletrônico para garantir que o piso seja pago aos caminhoneiros;
  • Punições mais rígidas para empresas que pagarem abaixo do piso.

SAIBA MAIS: Quanto do valor da gasolina e do diesel é imposto hoje? Veja o peso no preço

Quais setores serão mais afetados pela paralisação dos caminhoneiros?

Com base nos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros em 2018, a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou um levantamento apontando os serviços mais afetados pela greve da categoria.

Confira abaixo:
  • Comércio - 90,5%
  • Indústria - 89,5%
  • Serviços - 66%
  • Construção - 64%
Dentro das áreas, os serviços mais afetados foram:
  1. Máquinas e equipamentos, veículos automotores, reboques e carrocerias e outros equipamentos de transporte (indústria) - 100%
  2. Veículos, motos e peças (comércio) - 94,1%
  3. Transportes (serviços) - 90,4%
  4. Ações para famílias (serviços) - 82,5%
  5. Obras de artes especiais e outras (construção) - 84,1%

Aumento do diesel

A alta do preço do combustível foi pressionada pelos conflitos internacionais no Oriente Médio. Desde o final de fevereiro, o aumento acumulado foi de cerca de 19%.

O Governo Federal tentou evitar a alta com a isenção do PIS/Cofins, porém o reajuste ocorreu mesmo assim.

Agora, o Ministério da Fazenda negocia redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com as administrações estaduais.

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