Governo Federal divulgou ações para contornar a greve (Getty Images)
Publicado em 20 de março de 2026 às 09h32.
Nos últimos dias, os rumores sobre uma possível greve dos caminhoneiros ganharam força e mobilizaram o Governo Federal para evitar o impasse com a categoria. Com base em paralisações anteriores, os setores de comércio e indústria devem ser os mais prejudicados.
Analistas apontam que o movimento foi motivado pela alta do diesel.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, explica que a categoria já deliberou sobre o tema e está articulando com outros grupos do país.
Esse movimento agora é pela sobrevivência da categoria. Não é mais uma questão pontual, é porque a conta simplesmente não fecha.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) divulgou no fim da tarde desta quarta-feira, 18, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou as medidas estipuladas para evitar a greve dos caminhoneiros.
Entre elas estão:SAIBA MAIS: Quanto do valor da gasolina e do diesel é imposto hoje? Veja o peso no preço
Com base nos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros em 2018, a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou um levantamento apontando os serviços mais afetados pela greve da categoria.
Confira abaixo:A alta do preço do combustível foi pressionada pelos conflitos internacionais no Oriente Médio. Desde o final de fevereiro, o aumento acumulado foi de cerca de 19%.
O Governo Federal tentou evitar a alta com a isenção do PIS/Cofins, porém o reajuste ocorreu mesmo assim.
Agora, o Ministério da Fazenda negocia redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com as administrações estaduais.