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André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para Superintendência da PF em Brasília

Dono do Banco Master estava detido na Penitenciária Federal de Brasília

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 19 de março de 2026 às 20h29.

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta quinta-feira, 19, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital.

A movimentação ocorreu no início da noite, quando Vorcaro chegou ao prédio da Polícia Federal pouco depois das 19h, em helicóptero da corporação.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado negou o pedido da defesa para prisão domiciliar e determinou a permanência do investigado em instalações da Polícia Federal.

O conteúdo completo da decisão não foi divulgado. A defesa havia solicitado a substituição da prisão por regime domiciliar. A informação foi publicada inicialmente pelo portal G1 e posteriormente pela EXAME.

"Atendendo a um pedido da defesa o ministro André Mendonça deferiu a transferência do Vorcaro, a decisão está em sigilo e não será divulgada", declarou o STF à imprensa.

Ainda no local, antes das 20h, o executivo passou por exame de corpo de delito, procedimento padrão em situações de transferência de custódia.

Vorcaro é alvo de investigações que apuram crimes financeiros, além de suspeitas de pagamentos indevidos a agentes públicos e da estruturação de um grupo voltado ao monitoramento de autoridades e jornalistas.

A prisão ocorreu no início de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

O banqueiro estava anteriormente no Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, e havia sido transferido para Brasília no dia 6 de março.

Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero investiga a atuação de agentes do sistema financeiro em práticas consideradas irregulares, com foco em movimentações financeiras e possíveis relações com agentes públicos.

O caso envolve apurações sobre estruturas paralelas de monitoramento e possíveis irregularidades na condução de atividades empresariais ligadas ao setor bancário.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e estão em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

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