Brasil

Protesto na Alerj cobra solução para sumiço de Amarildo

Presidente do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, destacou que o número de desaparecidos no estado do Rio vem subindo ano a ano.


	Rocinha: Amarildo está desaparecido desde a noite de 14 de julho, quando foi conduzido por policiais militares de sua casa até à sede da UPP da Favela da Rocinha, zona sul do Rio
 (©AFP / Antonio Scorza)

Rocinha: Amarildo está desaparecido desde a noite de 14 de julho, quando foi conduzido por policiais militares de sua casa até à sede da UPP da Favela da Rocinha, zona sul do Rio (©AFP / Antonio Scorza)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de agosto de 2013 às 16h06.

Rio - A ONG Rio de Paz realizou nesta terça-feira, 13, um ato para cobrar uma solução para o sumiço, há quase um mês, do pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 43 anos.

O protesto ocorreu em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), antes de uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Casa para discutir os casos de desaparecimentos não esclarecidos no estado.

O grupo colocou nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Alerj, dois manequins sujos de tinta vermelha, simbolizando sangue. Um dos bonecos foi colocado em meio a pneus para representar um "micro-ondas", no qual vítimas têm o corpo incendiado.

No Rio, a prática é comum em favelas dominadas pelo tráfico de drogas. Dezoito atores, também sujos de tinta vermelha, fizeram uma encenação no local.

Amarildo está desaparecido desde a noite de 14 de julho, quando foi conduzido por policiais militares de sua casa até à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio.

Presidente do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, destacou que o número de desaparecidos no estado do Rio vem subindo ano a ano.

"Há milhares de Amarildos por aí. Cerca de 35 mil pessoas sumiram de 2007 a 2013 no estado. Queremos uma pesquisa para saber quantos desses desaparecidos foram assassinados. O Rio está repleto de locais de desova e cemitérios clandestinos. Os rios que deságuam na Baía de Guanabara estão repletos de cadáveres. O caso do Amarildo chamou a atenção para o fenômeno, que deveria causar indignação nas autoridades", afirmou Costa.

A esposa de Amarildo, Elizabete Gomes da Silva, participou da audiência pública, e disse ter certeza que o pedreiro está morto. "Não tenho mais esperança... Meu marido nunca saiu de casa. A última que ele disse antes de sumir foi: 'Bete, meus documentos estão com aquele policial'... e entrou na viatura da PM. Só queremos saber onde ele está."

Acompanhe tudo sobre:PolíticaProtestosViolência policialProtestos no BrasilPolícia Militar

Mais de Brasil

Vorcaro decide trocar de advogado após STF formar maioria pela manutenção da prisão, diz jornal

Jair Bolsonaro está estável, mas sem previsão de alta, diz médico

O que é broncopneumonia, doença que causou internação de Bolsonaro?

Lula proíbe vinda de Beattie ao Brasil após EUA 'bloquearem visto de Padilha'