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Presa suspeita de chefiar rede de prostituição no DF

Segundo a Polícia, mulheres que comandavam o esquema chegavam a ameaçar garotas que queriam deixar a prostituição


	Antonio Palocci: Jeany Mary Corner ficou conhecida em Brasília por levar garotas de programa a uma mansão frequentada pelo então ministro da Fazenda
 (Wikimedia Commons)

Antonio Palocci: Jeany Mary Corner ficou conhecida em Brasília por levar garotas de programa a uma mansão frequentada pelo então ministro da Fazenda (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 2 de dezembro de 2013 às 13h42.

A Operação Red Light, da Polícia Civil do Distrito Federal, prendeu nesta segunda-feira, 02, Jeany Mary Corner, acusada de participar de esquema de prostituição na capital federal. Segundo a Polícia, mulheres que comandavam o esquema chegavam a ameaçar garotas que queriam deixar a prostituição.

Ela ficou conhecida em Brasília por levar garotas de programa a uma mansão frequentada pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci, no governo Lula. Conhecida como "República de Ribeirão Preto", a mansão também era usava pelo ministro para se reunir com lobistas. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo e levou à saída do ministro do governo.

"Ela tem clientes de alto poder aquisitivo", afirmou a delegada Ana Cristina Santiago, titular da delegacia da mulher no DF. A delegada explicou, contudo, que o foco das investigações foram as mulheres.

Mais recentemente, em outra operação da Polícia Federal, a Miquéias, descobriu-se que garotas de programa eram usadas para aliciar prefeitos com o objetivo de convencê-los a direcionar recursos de fundos de pensão municipais. As garotas seriam ligadas a Corner.

A investigação verificou que a rede de prostituição cresceu em consequência dos grandes eventos, como Copa das Confederações e Copa do Mundo. "O que nos chamou a atenção, num primeiro momento, era verificar denúncias de que mulheres queriam abandonar a prostituição e eram impedidas por essas mulheres mediante ameaça. Num segundo momento, surgiu a questão dos grandes eventos, Copa da Confederações e Copa do Mundo. Nós verificamos que houve aumento crescente das atividades de exploração sexual."

Jeany Mary Corner se recusou a falar à Polícia e se negou inclusive a assinar os termos do depoimento nesta manhã. A reportagem não localizou o advogado dela.

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