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PPS se junta ao DEM para tentar barrar Lula como ministro

Partido argumenta que a nomeação seria fraude à legislação, uma vez que a intenção seria "driblar" a competência dos órgãos do Judiciário e blindar Lula


	O ex-presidente Lula: aceitando um ministério, Lula ganha a prerrogativa de foro privilegiado
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O ex-presidente Lula: aceitando um ministério, Lula ganha a prerrogativa de foro privilegiado (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 15 de março de 2016 às 13h11.

Brasília - O PPS da Câmara dos Deputados anunciou nesta terça-feira, 15, a intenção de preparar uma ação judicial, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha se tornar ministro.

Para o partido, trata-se de uma manobra para atrapalhar a investigação da Operação Lava Jato e tirar das mãos do juiz Sérgio Moro a condução dos trabalhos, garantindo ao petista foro privilegiado.

Na segunda-feira, 14, o Broadcast Político antecipou a articulação do DEM. Técnicos da bancada de oposição já redigiram uma ação popular por desvio de finalidade para garantir uma liminar na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda a nomeação do petista.

O partido argumenta que a nomeação seria fraude à legislação, uma vez que a intenção seria "driblar" a competência dos órgãos do Judiciário e blindar Lula.

Aceitando um ministério, Lula ganha a prerrogativa de foro privilegiado. Na prática, isso significa que qualquer denúncia contra ele teria de ser avaliada pelo Supremo, e não pelo juiz Sergio Moro, considerado muito duro com os investigados da Lava Jato.

"Já estamos com várias iniciativas nesse sentido em andamento e só resta definir se será uma ação conjunta ou diversas ações questionando a nomeação", explicou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

O assunto será debatido hoje em reuniões da oposição ao longo do dia.

O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), classificou a eventual nomeação como um escárnio. "Isso é um tapa na cara da população brasileira", avaliou.

Por meio de nota, Bueno disse que a possível nomeação de Lula vai transformar a presidente Dilma numa espécie de rainha da Inglaterra.

"Na prática trata-se de uma renúncia branca. Dilma vai entregar seu mandato para um companheiro que está enrolado até o pescoço com a Justiça. Creio que se trata de uma manobra muito arriscada que, ao contrário do que os petistas pensam, terá um forte repúdio popular e pode acelerar ainda mais o processo de impeachment", afirmou.

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