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PGR apoia prorrogação de inquérito sobre suposta interferência na PF

A investigação sobre uma suposta intervenção do presidente Jair Bolsonaro no órgão foi aberta em abril, após as acusações feitas por Moro ao pedir demissão

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Reuters

Publicado em 1 de junho de 2020 às 21h18.

Última atualização em 1 de junho de 2020 às 21h58.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 30 dias de prazo para concluir as investigações das acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente no comando da Polícia Federal, segundo petição encaminhada nesta segunda-feira.

Na sexta-feira, a PF já havia feito essa solicitação ao ministro Celso de Mello, relator do inquérito, que pediu manifestação de Aras. O PGR concordou com esse pedido e caberá ao relator decidir se aceita.

O inquérito foi aberto em abril, após as acusações feitas por Moro ao pedir demissão do cargo.

Até o momento, uma série de depoimentos foi tomada e também tornado público um vídeo, por determinação de Celso de Mello, de uma reunião ministerial do dia 22 do mês passado, em que Moro disse ter sido ameaçado por Bolsonaro de demissão diante da pressão por troca na PF.

O presidente nega as acusações e disse que se referia à sua segurança pessoal.

A expectativa, segundo uma fonte disse à Reuters, é que Bolsonaro seja interrogado por escrito no inquérito ao fim das investigações.

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