O Plano de Negócios 2026-2030 prevê um investimento de US$ 2,5 bi na Margem Equatorial (Agência Petrobras/Divulgação)
Repórter
Publicado em 14 de abril de 2026 às 17h30.
Última atualização em 14 de abril de 2026 às 18h22.
A Petrobras vive um momento de virada estratégica. Em setembro de 2008, no Espírito Santo, a companhia começou a produção do pré-sal brasileiro, com a plataforma P-34. Do primeiro óleo até hoje, a produção do pré-sal se estendeu para a Bacia de Santos, e hoje são 31 plataformas atuando naquela camada, das quais 23 inteiramente dedicadas. Nessa evolução, o pré-sal responde hoje por 82% da produção brasileira.
Com o pico da produção do petróleo no pré-sal previsto para acontecer entre 2029 e 2030, a companhia agora precisa garantir o próximo ciclo de crescimento, e isso passa, necessariamente, por encontrar novas reservas.
Neste cenário aparece a Margem Equatorial Brasileira (MEB), que se estende do litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá, e se tornou uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo e gás do país, e uma aposta para encontrar mais petróleo em águas profundas e ultraprofundas brasileiras.
O Plano de Negócios 2026-2030 prevê um investimento de US$ 2,5 bi nessa região nos próximos cinco anos e a perfuração de 15 novos poços.
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Atualmente, a maior parte da produção da Petrobras vem do pré-sal, especialmente na costa do Sudeste, em bacias como Santos e Campos.
Essas áreas concentram os campos mais produtivos do país e sustentam o Brasil como um dos maiores exportadores de petróleo do mundo - um cenário bem diferente do passado, quando o país era dependente de importações.
Mas há um problema estrutural: o pré-sal, apesar de altamente produtivo, não é infinito. E a reposição de reservas se tornou prioridade.
“Repor reservas onde quer que elas existam é do nosso interesse,” diz a presidente.
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A chamada margem equatorial é uma faixa marítima que se estende do litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá, próxima à linha do Equador.
Trata-se de uma nova fronteira exploratória, ainda pouco desenvolvida, mas com potencial de grandes descobertas, especialmente na região do Amapá, considerada a mais promissora.
“Aqui a gente olha para a margem equatorial, particularmente no Amapá, onde a gente acha que pode ter o maior volume.”
Na prática, é uma aposta semelhante à que foi o pré-sal no passado: alto risco, mas com possibilidade de grandes reservas.
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O diagnóstico da Petrobras é claro: depender de uma única região não é mais suficiente.
“A gente não pode botar todos os ovos na mesma cesta, porque nós temos uma atividade de alto risco", diz presidente.
A margem equatorial pode ser a próxima grande aposta, mas o futuro da Petrobras dependerá da capacidade de equilibrar risco, regulação e escala em um cenário global cada vez mais incerto.
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