Eleições: Lula amplia vantagem no primeiro turno (Montagem Exame/Reprodução)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 15 de julho de 2026 às 07h00.
Última atualização em 15 de julho de 2026 às 07h06.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem na corrida presidencial e lidera o cenário estimulado de primeiro turno da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15.
O petista registra 40% das intenções de voto, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro (PL), abrindo vantagem de 12 pontos percentuais.Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuam.
Os indecisos somam 11%, enquanto 8% afirmam votar em branco, nulo ou dizem que não pretendem comparecer às urnas.Na comparação com a pesquisa de junho, o petista teve uma variação positiva de um ponto, enquanto Flávio teve uma oscilação negativa de um ponto.
O desempenho de Lula continua sustentado principalmente pelo Nordeste, onde alcança 55% das intenções de voto, contra 24% de Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o presidente lidera por 35% a 28%. No Centro-Oeste/Norte, a vantagem também é de 15 pontos, com 39% contra 24%.
A única região em que Flávio Bolsonaro aparece à frente é o Sul. O senador registra 37% das intenções de voto, enquanto Lula soma 29%. Nesse recorte, Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Joaquim Barbosa aparecem com 3% cada.
Lula também mantém vantagem entre homens e mulheres. No eleitorado feminino, o petista registra 38% das intenções de voto, contra 25% do senador. Entre os homens, o presidente marca 42%, enquanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro alcança 30%.
Entre as faixas etárias, Lula lidera em todos os grupos pesquisados. Entre eleitores de 16 a 34 anos, aparece com 34%, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Na faixa de 35 a 59 anos, registra 40%, enquanto o adversário soma 26%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, a vantagem aumenta para 48% a 27%.
A pesquisa também identifica diferenças conforme a renda. Entre os entrevistados com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula registra 49% das intenções de voto, mais que o dobro dos 23% obtidos por Flávio Bolsonaro. Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, o placar é de 38% a 29%. Já entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, Lula mantém a dianteira por 36% a 30%.
A pesquisa também mostra avanço da lembrança espontânea do presidente. Nesse cenário, sem apresentação dos nomes dos candidatos, Lula chega a 26%, maior índice da série iniciada em julho de 2025. Flávio Bolsonaro alcança 14%, enquanto Jair Bolsonaro, inelegível e não incluído no cenário estimulado, é citado espontaneamente por 1% dos entrevistados. A parcela de indecisos caiu de 68% para 54% ao longo da série histórica.
No recorte por escolaridade, Lula apresenta melhor desempenho entre os eleitores com ensino fundamental, segmento em que registra 51%, contra 22% de Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados com ensino médio, a diferença cai para três pontos, com 34% a 31%. Entre quem possui ensino superior, Lula e Flávio também aparecem próximos, com 34% e 31%, respectivamente.
A divisão também aparece no recorte religioso. Entre os católicos, Lula lidera com 49% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 24%. Já entre os evangélicos, o senador do PL aparece à frente com 39%, contra 26% do presidente.
O levantamento mostra forte fidelidade entre os principais grupos políticos. Entre os entrevistados que se declaram lulistas, 92% afirmam votar em Lula. Entre os bolsonaristas, 91% dizem apoiar Flávio Bolsonaro.
Já entre os eleitores que se identificam como independentes, Lula registra 30% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro tem 15%, Ronaldo Caiado aparece com 8% e Renan Santos alcança 5%. Nesse grupo, 17% permanecem indecisos e outros 17% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer.
A pesquisa também mediu o grau de convicção do eleitorado. Em julho, 65% dos entrevistados afirmam que sua escolha para presidente é definitiva, enquanto 35% dizem que ainda podem mudar de candidato. Em março, esses percentuais eram de 56% e 43%, respectivamente.
Entre os eleitores de Lula, a fidelização aumentou. Em julho, 77% afirmam que o voto é definitivo e 23% admitem possibilidade de mudança. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 62% consideram a decisão consolidada, enquanto 37% dizem que ainda podem mudar.
Os eleitores de Ronaldo Caiado permanecem mais divididos. Entre eles, 43% afirmam que o voto está definido e 57% dizem que ainda podem mudar de candidato. Entre os apoiadores de Renan Santos, apenas 35% consideram a escolha definitiva, enquanto 65% admitem mudança.
O menor nível de fidelização aparece entre os eleitores de Romeu Zema. Apenas 30% afirmam que o voto está consolidado, enquanto 70% dizem que ainda podem alterar a escolha até a eleição.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares com questionários estruturados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.