Lula: petista avança entre os jovens (Ricardo Stuckert / PR/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 15 de julho de 2026 às 07h04.
Última atualização em 15 de julho de 2026 às 07h06.
A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e ultrapassou numericamente a desaprovação pela primeira vez desde o início da série histórica da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15.
O levantamento mostra que 48% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam a gestão. Outros 5% não souberam ou preferiram não responder.Na comparação com a pesquisa de junho, a aprovação avançou de 47% para 48%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%.
Os índices colocam o governo em situação de empate técnico dentro da margem de erro, mas marcam a primeira inversão da série iniciada em julho de 2025, quando a desaprovação era de 53% e a aprovação, de 43%.
A recuperação da popularidade também aparece na avaliação do governo. Pela primeira vez desde julho de 2025, as avaliações positiva e negativa ficaram empatadas, ambas com 36%, enquanto 26% classificam a administração como regular.O avanço da aprovação foi puxado principalmente pelos eleitores sem alinhamento político definido. Entre os independentes, a aprovação chegou a 45%, mesmo percentual da desaprovação. Em junho, os índices eram de 41% e 47%, respectivamente.
Entre os grupos ideológicos, Lula mantém apoio praticamente unânime entre os lulistas, com 96% de aprovação e apenas 3% de desaprovação. Na esquerda não lulista, a aprovação alcança 86%, enquanto 11% desaprovam o governo.
Já entre os eleitores da direita, a rejeição permanece predominante. Entre os que se identificam como bolsonaristas, 94% desaprovam a gestão e apenas 5% aprovam. Na direita não bolsonarista, a desaprovação soma 86%, contra 11% de aprovação.
Os dados regionais mostram que o Nordeste continua sendo o principal reduto do governo. Na região, 61% aprovam a administração Lula e 35% desaprovam.
No Sudeste, a aprovação avançou para 44%, enquanto a desaprovação recuou para 50%. No Centro-Oeste/Norte, o cenário também ficou mais equilibrado, com 46% de aprovação e 49% de desaprovação.
O Sul continua sendo a região mais resistente ao governo, embora tenha registrado melhora. A aprovação passou de 33% para 37%, enquanto a desaprovação caiu de 63% para 58%.
As mulheres seguem mais favoráveis ao governo. Entre o eleitorado feminino, a aprovação chegou a 50%, contra 44% de desaprovação. Entre os homens, a aprovação também avançou, mas continua abaixo da desaprovação: 46% aprovam e 50% desaprovam.
A pesquisa mostra uma mudança relevante por faixa etária. Entre os brasileiros de 16 a 34 anos, a aprovação passou a superar a desaprovação pela primeira vez na série recente, com 48% contra 46%.
Entre os entrevistados de 35 a 59 anos, a desaprovação voltou a ser maior, com 50%, ante 46% de aprovação. Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem estável, com 51% de aprovação e 44% de desaprovação.
No recorte por escolaridade, o presidente continua com melhor desempenho entre os entrevistados com ensino fundamental, segmento em que registra 58% de aprovação e 37% de desaprovação. Entre os que possuem ensino médio, os índices ficaram em 43% e 52%, respectivamente. Já entre quem tem ensino superior, 37% aprovam o governo e 58% desaprovam.
A análise por renda mostra que Lula preserva ampla vantagem entre os brasileiros com renda familiar de até dois salários mínimos. Nesse grupo, a aprovação alcança 58%, contra 37% de desaprovação.
Entre os entrevistados com renda entre dois e cinco salários mínimos, 45% aprovam e 50% desaprovam a gestão. Já entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, embora a desaprovação permaneça majoritária, houve melhora em relação ao mês anterior: a aprovação subiu de 35% para 41%, enquanto a desaprovação caiu de 60% para 54%.
Entre os católicos, a aprovação voltou a superar a desaprovação por 53% a 42%. Entre os evangélicos, a desaprovação segue predominante, mas caiu para 58%, enquanto a aprovação avançou para 37%.
Os beneficiários do Bolsa Família continuam formando um dos segmentos mais favoráveis ao governo. Nesse grupo, a aprovação chegou a 61%, contra 32% de desaprovação. Entre os não beneficiários, 45% aprovam a gestão e 51% desaprovam.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares com questionários estruturados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.