Fernando Haddad: PT e PDT partidos trabalham pela reeleição do presidente Lula (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 24 de julho de 2026 às 19h04.
Última atualização em 24 de julho de 2026 às 19h12.
O PDT oficializou nesta sexta-feira, 24, apoio à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, mas cobrou espaço na composição da chapa, especialmente na disputa pela suplência ao Senado.
A decisão foi anunciada durante a convenção estadual do PDT, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Embora a legenda tenha confirmado apoio à candidatura de Haddad, dirigentes deixaram claro que ainda negociam a indicação do primeiro suplente da candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado.
O principal nome defendido pelo PDT é Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). No entanto, a legenda enfrenta a concorrência do PSOL, que articula a indicação do ex-deputado federal Ivan Valente para a vaga.
Durante o evento, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que pretendia criar um "doce constrangimento" para a coordenação da campanha ao colocar Antônio Neto para discursar diante dos representantes da chapa de Haddad. A ideia, porém, não se concretizou porque o petista chegou apenas no encerramento da convenção.
Outros dirigentes do partido também demonstraram insatisfação com o espaço destinado à legenda na composição da aliança. Eles lembraram que o PDT também ficou sem a vaga de vice-governador, ocupada pelo ex-governador e ministro Márcio França (PSB).
"Não é justo tratar o PDT de São Paulo como um partido de segunda categoria. A história do PDT tem que ser respeitada", afirmou o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri.
Segundo apuração de O GLOBO, integrantes da legenda foram sondados nos últimos dias sobre a possibilidade de ficarem apenas com a segunda suplência da candidatura ao Senado, hipótese que desagradou à direção partidária.
Ao participar do encerramento da convenção, Haddad evitou assumir compromisso sobre a indicação da suplência e afirmou que as negociações seguem em andamento.
"Eles estão negociando, tem as suplências e o apoio para a chapa proporcional. Vamos fazer força para o PDT crescer em São Paulo. Aliás, eu sempre fiz. O PDT teve espaço no meu governo quando prefeito, e meu primeiro voto foi no PDT, em 1982. Só depois eu me filiei ao PT", declarou.
Carlos Lupi reforçou que o apoio do partido ao petista está definido, mas afirmou que as conversas sobre a composição da chapa ainda não foram concluídas.
"Haddad tem expertise, é um professor, um educador, um exemplo de homem público honrado e trabalhador. A gente está com ele porque ele representa o Brasil que deu certo", disse.
Segundo Lupi, a definição sobre a suplência será delegada à executiva estadual da legenda e deverá ocorrer dentro do prazo legal para registro das candidaturas, até 4 de agosto.
A disputa pela vaga é considerada estratégica porque o suplente pode assumir o mandato caso o titular eleito deixe o cargo para ocupar outra função. Marina Silva, por exemplo, comandou o Ministério do Meio Ambiente durante três anos e meio e poderá voltar ao Executivo em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com O Globo