Brasil

Passagem mais cara em SP: veja como ainda pagar o valor antigo

Nesta segunda-feira, 5, é o último dia para recarregar bilhete e garantir passagem antiga por seis meses

Passageiros podem colocar valor máximo de R$ 500 para aproveitar benefício  (Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons)

Passageiros podem colocar valor máximo de R$ 500 para aproveitar benefício  (Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons)

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16h28.

A passagem de ônibus passará por um reajuste na cidade de São Paulo, mas passageiros que recarregarem o bilhete até esta segunda-feira, 5, podem garantir tarifa antiga por até seis meses.

A partir da meia-noite de terça-feira, 6, o valor será reajustado para R$ 5,30. Aqueles que fizerem a recarga antes do prazo final continuarão pagando R$ 5 — tarifa atual.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, cada usuário do Bilhete Único Comum pode creditar até R$ 500, que corresponde a 100 tarifas.

Com a recarga, o valor sem reajuste é válido até o final dos créditos ou pelo período de seis meses.

Passagem de outros transportes em São Paulo

As passagens dos trens e metrôs da capital paulista também terão reajuste nesta semana.

O novo valor de R$ 5,40 é R$ 0,20 mais alto que o cobrado anteriormente.

O reajuste é R$ 0,10 menor que nos ônibus.

Como recarregar o Bilhete Único?

Para aproveitar o benefício, a recarga do Bilhete Único precisa ser realizada nos postos da SPTrans.

Os totens estão disponíveis nas estações e terminais e permitem pagamento via cartão de crédito ou débito.

O benefício é válido para vale-transporte?

Usuários que utilizam vale-transporte também podem fazer a recarga nesta segunda-feira para garantir o desconto nos próximos meses.

Nesse caso, o valor é maior e o grupo pode depositar até R$ 1 mil no Bilhete Único.

Reajuste em outras cidades da Região Metropolitana

O aumento da tarifa em São Paulo foi anunciado na última segunda-feira, 29, pelo prefeito Eduardo Nunes (MDB).

Os cinco municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) também passam por reajuste.

Nas cidades, a passagem sobe de R$ 5,80 para R$ 6,10 nesta segunda-feira.

O aumento de 5,2% está acima da inflação dos últimos 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que foi de 4,46%.

Confira os gestores responsáveis pelo aumento em cada cidade.
  • Osasco: Gerson Pessoa (Podemos);
  • Barueri: Beto Piteri (Republicanos);
  • Carapicuíba: José Roberto (PSD);
  • Jandira: Doutor Sato (PSD);
  • Itapevi: Marcos Godoy, o Teco (Podemos).

Por que a passagem vai aumentar em São Paulo?

Segundo a gestão de Nunes, a capital paulista tem uma das menores tarifas da Região Metropolitana e o aumento de 6% permanece abaixo do IPC-Fipe Transporte Coletivo acumulado do ano (6,5%).

Por cinco anos, de 2020 a 2025, houve uma única atualização e, ainda assim, abaixo da inflação.

Em entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, Ricardo Nunes afirmou que era preciso "manter o equilíbrio" no setor de transportes da cidade e que o subsídio municipal para as empresas de ônibus ultrapassou os R$ 6 bilhões.

O valor é o maior da história da capital.

O custo do sistema também diverge da arrecadação. Em 2025, o valor total do sistema somou R$ 10,34 bilhões, enquanto a arrecadação tarifária permaneceu na faixa dos R$ 4,3 bilhões.

Este valor deve subir mais em 2026 após a revisão quadrienal dos contratos com as empresas de ônibus.

Um estudo contratado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) aponta que os gastos podem aumentar em 9,88%.

Acompanhe tudo sobre:Bilhete ÚnicoSão Paulo capital

Mais de Brasil

Michelle 'não pode desistir no meio do caminho', diz Celina sobre disputa ao Senado no DF

Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Jair Bolsonaro

Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao Brasil, diz estudo

Em meio ao tarifaço, quem está na frente nas pesquisas para presidente?