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Para Mourão, possibilidade de fechar embaixada da Palestina é "retórica"

Mourão descartou a promessa de campanha de Bolsonaro e lembrou que os dois Estados são reconhecidos pelo Brasil

Mourão: " Como é que falou o embaixador alemão? Aguardem os atos, né?" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mourão: " Como é que falou o embaixador alemão? Aguardem os atos, né?" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 23 de janeiro de 2019 às 15h51.

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, classificou nesta quarta-feira, 23, como "retórica e ilação" a possibilidade de fechar a embaixada da Palestina no Brasil. Durante a campanha eleitoral, no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro prometeu que iria retirar a representação diplomática em Brasília porque "a Palestina não é um país."

Mourão, destoando da promessa de campanha de Bolsonaro, lembrou que o embaixador brasileiro na Organização das Nações Unidas (ONU), Frederico Meyer, defendeu uma solução de dois Estados na região, o israelense e o palestino. "Não, nada disso", declarou o presidente em exercício, quando lembrado da promessa de Bolsonaro. "Os dois Estados são reconhecidos. O resto tudo é retórica e ilação, aguardem. Como é que falou o embaixador alemão? Aguardem os atos, né?"

Ao fazer a declaração, Mourão se referiu ao embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, que o visitou na segunda-feira, 21. Após a audiência, Witschel relatou que a visão de parte dos alemães em relação ao governo de Jair Bolsonaro é "bastante crítica" e preocupante por causa dos discursos de campanha do brasileiro. "O que nós queremos é medir o novo governo segundo os atos, segundo os fatos, e não segundo os tuítes e as palavras durante a campanha", disse o embaixador.

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