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Oposição critica Dilma por apagão que atingiu 7 estados e DF

Oposição questiona apagão que atingiu São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e DF e quer discutir tarifas


	Dilma: base aliada procurou atribuir corte de fornecimento às consequências da seca no país
 (Joedson Alves/Reuters)

Dilma: base aliada procurou atribuir corte de fornecimento às consequências da seca no país (Joedson Alves/Reuters)

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Daniel Carvalho e Isadora Peron

19 de janeiro de 2015, 20h05

Brasília - A oposição ao governo na Câmara e no Senado criticou a presidente Dilma Rousseff, lembrando que ela já foi ministra de Minas e Energia, e afirmou que, assim que voltar ao trabalho, em fevereiro, vai pedir a convocação do atual titular da pasta, Eduardo Braga, para explicar às duas Casas o apagão que atingiu na tarde de nesta segunda-feira, 19, sete estados e o Distrito Federal.

"O governo está com 19 dias do segundo mandato da Dilma e logo tem como grande fato o primeiro grande apagão de proporções nacionais. Mostra a desarrumação, a desestruturação do setor energético brasileiro por conta do populismo, do aparelhamento do sistema e da incompetência", disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, que está no Recife, onde não houve apagão.

Além de questionar o apagão que atingiu São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e o DF, os congressistas querem discutir o aumento de tarifas.

"O sistema elétrico do Brasil não aguenta sequer uma onda do calor", disse o líder do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN).

O democrata afirmou que faltou planejamento de longo prazo e comparou o apagão a um "fusível" que queima e acende um alerta de que problemas maiores ainda estão por vir.

Para o senador eleito Ronaldo Caiado (DEM-GO), "o caos no sistema elétrico tem origem na opção desastrada da presidente Dilma em provocar uma redução artificial na tarifa de energia em 2013 e que ela agora deve repetir o mesmo procedimento adotado à época, quando convocou um pronunciamento oficial para defender o reajuste".

Moderação

Já o líder tucano no Senado, Aloysio Nunes (SP), foi mais comedido na sua avaliação.

Como São Paulo, seu estado natal, é governado pelo PSDB e passa por um problema de abastecimento de água, ele ponderou que o país atravessa um período de seca que prejudicou o nível dos reservatórios.

Apesar disso, afirmou que o episódio também era fruto da falta de planejamento.

"O que aconteceu foi uma combinação da má administração com a seca. E o resultado é esse: escassez de energia, apagões, tarifaços à vista, distribuidores com enormes dificuldades financeiras", disse.

A base aliada do governo procurou atribuir o corte de fornecimento às consequências da seca no país.

"É uma estiagem um pouco prolongada. Os reservatórios estão muito abaixo dos níveis normais", afirmou o senador Valdir Raupp (PMDB-RO).