Brasil

Nunca vi um crime com tanta impressão digital, diz Reale Jr

O jurista alegou que é evidente que não havia autorização para que a presidente editasse os decretos de créditos suplementares


	Miguel Reale e Anastasia: "Nunca vi um crime com tanta impressão digital", afirmou Reale
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Miguel Reale e Anastasia: "Nunca vi um crime com tanta impressão digital", afirmou Reale (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de abril de 2016 às 19h58.

Brasília - Questionado sobre questões técnicas em seu discurso de acusação, um dos autores do impeachment, Miguel Reale Jr., afirmou que há muito clareza na responsabilidade da presidente na edição de créditos suplementares.

"Nunca vi um crime com tanta impressão digital", afirmou Reale. O jurista alegou que é evidente que não havia autorização para que a presidente editasse os decretos de créditos suplementares.

"Pode haver autorização legislativa, e se houver, pode-se editar o decreto. Mas não houve. Por que não? Por que realizar decretos passando por cima da Casa Legislativa?", indagou.

Em defesa da presidente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumentou que havia, sim, autorização para os decretos.

"Fica autorizada a abertura de créditos suplementares, desde que sejam compatíveis com a meta fiscal. Tem um princípio da anualidade", argumentou.

Reale rebateu afirmando que a prova de que não havia autorização do Legislativo é a edição dos créditos por decreto pela presidente.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilImpeachmentSenado

Mais de Brasil

Pedido contra Flávio Bolsonaro à PGR amplia disputa sobre uso dos EUA na política brasileira

Em São Paulo, tiroteio em estação de metrô deixa 5 feridos

Isenção de tributos sobre querosene de aviação e biodiesel é prorrogada até 31 de julho

Governo Federal lança Tela Brasil, nova plataforma gratuita de streaming