Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) (Agencia Brasil/Agência Brasil)
Redatora
Publicado em 29 de julho de 2026 às 14h44.
Última atualização em 29 de julho de 2026 às 15h12.
O mercado de trabalho brasileiro criou 145.161 empregos com carteira assinada em junho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. É o pior desempenho para o mês desde 2020.
O saldo positivo veio de 2.220.131 admissões contra 2.074.970 desligamentos. Com o resultado, o estoque de empregos formais no país chegou a 48.032.308 vínculos.
Os cinco grandes grupos de atividade econômica registraram saldo positivo em junho:
O saldo também foi positivo na grande maioria das unidades da federação, com destaque para São Paulo (34.981 vagas), Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856).
Do total de postos gerados, 77,3% são considerados vínculos típicos, enquanto 22,7% são atípicos, categoria puxada principalmente por trabalhadores temporários, com saldo de 12.658. Pessoas físicas com Cadastro de Atividade Econômica (CAEPF) somaram 9.435 novas vagas.
No acumulado de 2026, o país gerou 921.645 postos de trabalho até junho, alta de 1,96%. Já no saldo acumulado em 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026), foram 963.900 vagas, com crescimento de 2,1% no período.
Dentro de serviços, o setor que mais gerou empregos, os destaques foram atividades administrativas e serviços complementares (26.634 vagas), saúde humana e serviços sociais (20.436) e transporte, armazenagem e correio (16.017).
Na agropecuária, puxaram o resultado o cultivo de cana-de-açúcar (5.396), atividades de apoio à agricultura (4.950) e o cultivo de café (4.619).
No comércio, terceiro maior gerador de vagas, destacaram-se o comércio varejista não especializado (5.311 vagas), o comércio atacadista , excluindo veículos automotores e motocicletas (4.114), e o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (2.887).
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, valor superior ao registrado em maio (R$ 2.387,44), representando aumento de R$ 16,90 (+0,7%). Em comparação com junho do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais do período, o aumento foi de R$ 27,39 (+1,2%).
Para os trabalhadores considerados típicos, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.446,27, valor 1,7% superior à média geral. Já para os trabalhadores não típicos, o salário médio foi de R$ 2.101,51, equivalente a 12,6% abaixo da média.