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Lobão sai do Congresso e junta-se a manifestantes

O cantor disse que "não queria privilégios" e por isso iria esperar do lado de fora com as outras pessoas


	Manifestantes, entre eles, o cantor Lobão, tentam entrar na Câmara: o cantor tem sido uma das figuras mais presentes nas manifestações após o segundo turno
 (Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados)

Manifestantes, entre eles, o cantor Lobão, tentam entrar na Câmara: o cantor tem sido uma das figuras mais presentes nas manifestações após o segundo turno (Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados)

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Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2014 às 13h42.

Brasília - Depois de entrar no Congresso para conversar com parlamentares da oposição, o cantor Lobão voltou para a porta da Câmara para se reunir com cerca de 50 manifestantes que foram impedidos de entrar na Casa.

Acompanhado dos deputados Mendonça Filho (DEM-PE), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o cantor disse que "não queria privilégios" e por isso iria esperar do lado de fora com as outras pessoas.

Os parlamentares articulam uma maneira de permitir que as pessoas possam acompanhar a sessão nas galerias do plenário. Eles disseram que iriam tentar um último apelo ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e, caso ele não liberasse a entrada, iriam apelar para o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Impedir o acesso da população à Casa do povo é inaceitável, é antidemocrático", disse Mendonça. Caiado argumentou ainda que a decisão de fechar as portas do Congresso fere o regimento da Casa.

Líder nacional

Os parlamentares saudaram a presença de Lobão e classificaram o cantor como uma "liderança nacional". "A vinda do Lobão é emblemática para dizer a todos os brasileiros: 'Venham para o Congresso Nacional'", afirmou Caiado.

Do lado de fora, Lobão posou para fotos com os outros manifestantes. Ao receber um sanduíche de um deles, brincou perguntando se era de mortadela.

O cantor tem sido uma das figuras mais presentes nas manifestações após o segundo turno que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

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