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Não tenho banqueiro me apoiando, responde Dilma a Marina

Candidata do PSB declarou que a petista teria criado em seu governo o "bolsa-banqueiro"


	Presidente Dilma Rousseff (PT): petista criticou a participação de Maria Alice Setubal na campanha de Marina
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Presidente Dilma Rousseff (PT): petista criticou a participação de Maria Alice Setubal na campanha de Marina (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 9 de setembro de 2014 às 18h41.

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, rebateu nesta terça-feira de forma dura as declarações da candidata Marina Silva (PSB) de que teria criado o "bolsa-banqueiro".

"Não adianta querer falar que eu fiz bolsa-banqueiro. Eu não tenho banqueiro me apoiando. Eu não tenho banqueiro, você entende, me sustentando", disse Dilma, em referência à acionista e herdeira da holding Itaúsa Maria Alice Setubal, a Neca, que integra coordenação de campanha de Marina.

A presidente e candidata do PT à reeleição voltou a comentar a defesa de autonomia do Banco Central (BC), proposta defendida pela oposição.

"O Banco Central, como qualquer outra instituição, não é eleito por tecnocrata, nem por banqueiros. O Banco Central é indicado sua diretoria por quem tem voto direto", disse.

Perguntada se a posição contrária à autonomia da instituição significava que existe por parte do governo alguma interferência na autoridade monetária, Dilma não respondeu. Ela disse, no entanto, que o Congresso "chama" o BC e o faz "prestar contas".

De acordo com a presidente e candidata do PT, a independência do BC representa que o banco definirá de forma direta a política econômica.

"Representa uma coisa muito simples (a autonomia). Vão definir a taxa de juros, as condições de política de crédito, serão definidas automaticamente, sem prestar contas ao Executivo nem sequer ao legislativo", afirmou.

Marina

A campanha pela reeleição de Dilma começou hoje a veicular inserções publicitárias dizendo que, com a proposta de dar autonomia formal ao BC, a candidata do PSB a presidente quer dar aos bancos "um poder que é do presidente e do Congresso eleitos pelo povo".

"Ela (Dilma) disse que ia ganhar para baixar os juros. Nunca os banqueiros ganharam tanto como em seu governo. Agora, eles, que fizeram a bolsa-empresário, a bolsa-banqueiro, a bolsa-juros altos, estão querendo nos acusar de forma injusta em seus programas eleitorais", declarou Marina.

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