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"Não existirá mais puxadinho em Brasília até a Copa"

Novo terminal "não parece o Brasil", mas parte antiga continua precária. Diretor-presidente do consórcio que comanda aeroporto prometeu fim dos puxadinhos


	Aeroporto de Brasília: "Isso aqui está uma bagunça ainda, caos completo", reclamou passageira
 (Divulgação/Infraero)

Aeroporto de Brasília: "Isso aqui está uma bagunça ainda, caos completo", reclamou passageira (Divulgação/Infraero)

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Da Redação

Publicado em 20 de abril de 2014 às 09h57.

Brasília - Espaço amplo, luminárias italianas, pequenos jardins ladeando o corredor, esteiras para facilitar a locomoção dos passageiros, mais de 40 opções de alimentação de uma sala vip onde se pode tomar banho antes de embarcar. A parte recém-reformada do aeroporto de Brasília, inaugurada na quarta-feira em cerimônia prestigiada pela presidente Dilma Rousseff, é vista como o início de nova era para o setor aeroportuário nacional. Após desembarcar na capital e se espantar com a qualidade das instalações, um passageiro disse ao ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco: "Aqui não parece o Brasil."

Formado pela brasileira Infravix Participações e pela argentina Corporação América, responsável pela administração de 52 aeroportos no mundo, o consórcio Inframérica venceu o leilão de concessão no fim de 2012 oferecendo R$ 4,5 bilhões - ágio de 673%. Até agosto, a Inframérica vai investir R$ 1,2 bilhão. "Estamos cumprindo a fase inicial do processo, que é a ampliação, a reforma e a disponibilidade de nova infraestrutura", diz o diretor-presidente do consórcio, Alysson Paolinelli.

Nos últimos 16 meses, o aeroporto transformou-se em amplo canteiro de obras, causando atrasos nos voos e incômodo aos passageiros. Tanto transtorno colocou o aeroporto na antepenúltima posição entre os 15 avaliados em pesquisa de satisfação realizada em fevereiro.

Parte da reforma está agora pronta e o estacionamento passou de 1,2 mil para 3 mil vagas. Conhecida como Píer Sul, a área de 20 mil m² inaugurada na quarta-feira, com vista para o pátio de aeronaves, tem dez pontes de embarque e elevará a capacidade de passageiros de 16 milhões para 21 milhões ao ano.

Contraste

Mas a suntuosidade do Píer Sul contrasta com o restante das instalações, que ainda não passaram por reforma. "Isso aqui está uma bagunça ainda, caos completo", reclama a auxiliar administrativa Jassiany Pereira. A Inframérica promete entregar todas as obras previstas até a Copa. "Não tenho dúvida de que até lá não existirá mais nenhum puxadinho", afirma Paolinelli. O consórcio pretende em breve concluir as obras de pátio e estacionamento de aviões. Em maio, deve entregar o Píer Norte, com mais oito pontes de embarque. 

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