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Na reta final, PT foca no Sudeste com Haddad no Rio

A estratégia da campanha petista é deixar os ataques contra Jair Bolsonaro para o segundo turno

HADDAD EM CAMPANHA: Nesta segunda-feira, o petista fará um ato junto com artistas na Cinelândia, na capital fluminense (Diego Vara/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 1 de outubro de 2018 às 06h03.

Última atualização em 1 de outubro de 2018 às 06h47.

A seis dias do primeiro turno, a estratégia da campanha petista é deixar os ataques contra seu provável rival no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL), para depois e investir energia na região Sudeste, onde o presidenciável Fernando Haddad (PT) espera ainda conseguir captar votos que seriam do ex-presidente Lula , além de resgatar votos perdidos para o capitão reformado.

Nesta segunda-feira, o petista fará um ato junto com artistas na Cinelândia, na capital fluminense. No restante da semana, a ideia é marcar presença ainda nos maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Minas Gerais –- este último, considerado estado chave para qualquer eleição, já que nenhum candidato chegou ao Planalto, na democracia recente, sem vencer entre os mineiros.

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“O Rio de Janeiro tem um eleitor de esquerda e eleitores do PT em particular que podem ter sido perdidos para o Bolsonaro em função da questão da segurança pública”, afirma Thiago Vidal, analista político da consultoria Prospectiva.

Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu no estado com 54,94% dos votos válidos. Quatro anos depois, Bolsonaro lidera isolado a disputa com 35% das intenções de voto, segundo o Ibope. Haddad tem 14% e está tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), que tem 11%. Na última pesquisa com o nome de Lula entre os candidatos, em agosto, o ex-presidente tinha 29% das intenções de voto, ante 22% de Bolsonaro.

O estado, que elegeu o capitão reformado por sete vezes consecutivas para a Câmara, também é importante para o PT nas eleições legislativas. De acordo com a última pesquisa, o partido pode perder sua vaga no Senado pelo estado. César Maia (DEM) e Flávio Bolsonaro (PSL) lideram com 27% e 22%, respectivamente. O quadro petista, senador Lindbergh Faria, está numericamente em terceiro, com 19%.

Preocupada em tirar terreno dos Bolsonaro, pai e filho, a ala fluminense do PT expressou, na semana passada, desagrado com a tônica “paz e amor” da campanha de Haddad. Eles cobram ataques diretos por parte do presidenciável contra Bolsonaro e sustentam que uma parcela do eleitorado de baixa renda, tradicionalmente petista, migrou para o candidato do PSL.

A preocupação também está no radar do ex-presidente Lula, que, segundo a Folha de S.Paulo, pediu na última visita de Haddad que a campanha petista reforçasse atos nas periferias das grandes cidades para conter o avanço do candidato do PSL.

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