Brasil

MP verde e amarelo deve ser votada segunda-feira, diz Bolsonaro

Ontem, o Senado decidiu não votar a MP, que reduz impostos às empresas na contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas acima de 55 anos

Carteira de trabalho: o texto sobre as medidas de incentivo para contratação de jovens e idosos perderá a validade se não for aprovado até segunda-feira (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Carteira de trabalho: o texto sobre as medidas de incentivo para contratação de jovens e idosos perderá a validade se não for aprovado até segunda-feira (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de abril de 2020 às 17h40.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que a medida provisória que institui o contrato verde amarelo deve ser vota na segunda-feira, 20, pelo Senado. Neste sábado, Bolsonaro deixou a residência oficial e foi para o Palácio do Planalto. Da rampa, acompanhado de ao menos 12 pessoas, entre elas o deputado Hélio Negão (PSL-RJ), ele acenou para apoiadores.

"Deve ser votada segunda-feira. Tenho nada contra o Davi (Alcolumbre, presidente do Senado). Davi é meu chapa", respondeu após ser perguntado se teria feito um acordo com o presidente da Casa.

Ontem, o Senado decidiu não votar a MP, que reduz impostos às empresas na contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas acima de 55 anos. O texto perderá a validade se não for aprovado pelos senadores até segunda-feira. A retirada do item da pauta foi entendida como uma retaliação às críticas de Bolsonaro à atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Eu não ataquei o Legislativo", afirmou quando questionado sobre a relação com o Legislativo. Bolsonaro disse ainda que o Legislativo que tem o criticado.

O presidente destacou também a aprovação da Câmara do socorro para estados e municípios no valor de 89,6 bilhões de reais. O texto voltou para a análise da Câmara. Bolsonaro destacou que pelo texto o governo deve recompor as perdas de ISS e ICMS dos entes provocadas pela pandemia. "Quer que o contribuinte pague a conta?", questionou.

A agenda oficial não previa compromissos oficiais neste sábado. Questionada, a assessoria do Planalto afirmou que a saída de Bolsonaro se tratava de "questões internas". Sem máscara de proteção, Bolsonaro e sua equipe chegaram a descer a rampa para falar com os apoiadores. Os populares também não estavam de máscara e não respeitaram orientações de não aglomeração.

Acompanhe tudo sobre:CongressoJair BolsonaroDavi Alcolumbre

Mais de Brasil

CNH automática para 'bom condutor' entra em vigor nesta segunda-feira; veja como obter

Alfa, Gerp e Quaest: quando saem e quais são as próximas pesquisas eleitorais?

Ministério da Saúde anuncia suspensão de vacina da dengue do Butantan após mortes suspeitas

Nunes Marques suspende pesquisa eleitoral da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro