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Monalysa Alcântara, recém-eleita Miss Brasil, é vítima de racismo

Monalysa Alcântara, de 18 anos e representante do Piauí no concurso, é a terceira negra a vencer o Miss Brasil

Monalysa Alcântara: internautas usaram o Twitter para fazer ofensas racistas a Monalysa (Instagram/Reprodução)

Monalysa Alcântara: internautas usaram o Twitter para fazer ofensas racistas a Monalysa (Instagram/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 21 de agosto de 2017 às 18h33.

No sábado, 19, a estudante Monalysa Alcântara foi consagrada a Miss Brasil 2017, sendo a representante do País no Miss Universo, que ainda não tem data para ocorrer.

A menina do Piauí tem 18 anos e é a terceira negra a vencer o concurso. Antes dela, Raíssa Santana, do Paraná, ganhou em 2016 e Deise Nunes, do Rio Grande do Sul, em 1986.

Porém, internautas usaram o Twitter para fazer ofensas racistas a Monalysa. A maioria dos comentários afirmava que ela teria sido a vencedora por causa de cotas.

De acordo com o Código Penal brasileiro, ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência está enquadrado no crime de injúria racial, que estabelece pena de reclusão de um a três anos.

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