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Michelle Bolsonaro deve ser candidata ao Senado, diz Flávio

Pré-candidato à Presidência disse que todos da família vão se candidatar a algo, menos Eduardo Bolsonaro

Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (Buda Mendes/Getty Images)

Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (Buda Mendes/Getty Images)

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 19h42.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve ser candidata ao Senado, disse o enteado Flávio, pré-candidato à Presidência da República, em entrevista à Jovem Pan.

"Vai todo mundo [da família] ser pré-candidato à alguma coisa. Carlos é pré-candidato a senador por Santa Catarina, o Renan a deputado federal em Santa Catarina, o Eduardo está exilado lá fora, a Michelle, ao que tudo indica, também pré-candidata a senadora no Distrito Federal. Então, acho que vai ficar cada um me ajudando mais ou menos dentro da sua área e na internet também", disse.

Neste sábado (14), Michelle publicou nas redes um agradecimento aos eleitores que desejam que ela concorra a um "cargo majoritário", e disse que a prioridade é ajudar na recuperação da saúde do marido, Jair Bolsonaro, preso na Papudinha por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

"Recebo com carinho as manifestações do povo brasiliense que desejam que eu os represente em um cargo majoritário", escreveu. "Meu futuro político entrego nas mãos de Deus. Minha prioridade é e sempre será meu marido e minhas filhas."

Carlos apoia Michelle

Depois da declaração de Flávio, o vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, declarou pela primeira vez apoio à candidatura de Michelle ao Senado em publicação nas redes sociais.

No início deste mês, a ex-primeira-dama deu indícios de querer ir contra o filho 02 de Bolsonaro na disputa pelo Senado em Santa Catarina ao endossar o nome de sua aliada, a deputada Carol de Toni (PL-SC).

Carlos mudou o domicílio eleitoral com intuito de concorrer à vaga pelo estado, um reduto sólido do bolsonarismo. Mas o movimento pôs em cheque a candidatura de Toni e interferiu na costura conduzida pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

A intenção, conforme interlocutores do PL, era construir a chapa com uma vaga própria e outra de um sigla aliada – nessa conjuntura, Valdemar apoiaria a reeleição do senador Esperidião Amin, do PP, para estreitar a aliança com o partido de Ciro Nogueira e construir palanques fortes em outros estados. A publicação de Carlos, nesse sentido, é um gesto de apaziguamento na rixa interna da família.

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