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Mesmo após recuo do governo, médicos protestam em São Paulo

Com cartazes e apoiados por carros de som, os manifestantes fecham um dos sentidos da pista na Avenida Paulista


	Como alternativa à proposta do governo, o presidente da Associação Paulista de Medicina voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos
 (Alex E. Proimos/Creative Commons)

Como alternativa à proposta do governo, o presidente da Associação Paulista de Medicina voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos (Alex E. Proimos/Creative Commons)

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Da Redação

Publicado em 31 de julho de 2013 às 19h25.

São Paulo – Cerca de 200 médicos, segundo cálculo da Polícia Militar, protestam neste momento, na Avenida Paulista, contra o Programa Mais Médicos, lançado este mês pelo governo federal.

Com cartazes e apoiados por carros de som, os manifestantes fecham um dos sentidos da pista.

Apesar de o governo ter recuado hoje (31) da proposta de ampliar em dois anos a graduação em medicina, os manifestantes criticam a possibilidade de entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação do diploma.

O protesto começou na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, foi para a Paulista e será encerrado na Rua da Consolação, onde está sediado o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

Para o presidente da APM, Florisval Meinão, o recuo do governo na questão do aumento do período de graduação em medicina era necessário, porque "a proposta é inaceitável e inadmissível, do ponto de vista técnico". No entanto, Mainão ainda demostrou desconfiança em relação à proposta do governo.  

“Parece que o recém-formado, de uma maneira ou de outra, será enviado para atender a essa população mais vulnerável."

O Programa Mais Médicos prevê o trabalho que os recém-formados trabalhem na periferia dos grandes centros e em cidades do interior, onde faltam profissionais de saúde.

Como alternativa à proposta do governo, o presidente da Associação Paulista de Medicina voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos.

“Enquanto não se tratar da questão do financiamento, não há como levar uma saúde de qualidade para a população", afirmou o médico.

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