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Meio/Ideia: desaprovação de Lula chega a 53% e atinge pior nível do ano

O índice negativo é o maior registrado pela pesquisa em 2026 e amplia a distância entre desaprovação e aprovação presidencial

Lula: Os recortes mostram cenário mais adverso para Lula entre eleitores evangélicos

Lula: Os recortes mostram cenário mais adverso para Lula entre eleitores evangélicos

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 6 de maio de 2026 às 10h54.

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o maior patamar do ano, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 6.

O levantamento mostra que 53% dos brasileiros desaprovam a maneira como Lula conduz o governo, enquanto 44% aprovam. Outros 3% não souberam responder.

O índice negativo é o maior registrado pela pesquisa em 2026 e amplia a distância entre desaprovação e aprovação presidencial.

Na avaliação geral da administração federal, 46,3% classificam o governo como ruim ou péssimo. Já 31,5% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 21% avaliam o governo como regular.

O pior desempenho aparece na segurança pública. Nesse segmento, 56,1% avaliam a atuação do governo como ruim ou péssima, contra apenas 17,7% de avaliações positivas.

Na economia, a percepção negativa também predomina: 47,1% classificam a situação como ruim ou péssima, enquanto 27,7% avaliam como ótima ou boa.

Segundo a pesquisa, 52% afirmam que o presidente não merece um novo mandato em 2026. Outros 44% defendem a reeleição do petista, enquanto 4% não responderam.

Regionalmente, o Nordeste segue como principal base política do presidente.

Na região, 57,8% afirmam que Lula merece continuar no cargo, enquanto 39,5% defendem alternância de poder.

Já no Norte, 63,3% dizem que o petista não merece outro mandato. No Centro-Oeste, o índice negativo chega a 65,8%.

No Sul, 59,5% rejeitam a continuidade do presidente. No Sudeste, 52,5% também se posicionam contra um novo mandato.

O Nordeste é a única região em que o apoio à reeleição supera numericamente a rejeição ao presidente.

Evangélicos concentram maior rejeição ao governo

Os recortes mostram cenário mais adverso para Lula entre eleitores evangélicos.

Nesse segmento, 72,6% afirmam que o presidente não merece novo mandato, enquanto apenas 22,4% apoiam a continuidade do petista.

A avaliação do governo acompanha essa tendência. Entre evangélicos, 47,6% classificam a gestão como péssima e apenas 14,7% avaliam o governo como ótimo ou bom.

Entre católicos, o cenário aparece mais equilibrado. Nesse grupo, 53,3% defendem novo mandato para Lula e 42,8% rejeitam a continuidade do presidente.

Na avaliação administrativa, 38,4% dos católicos consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 37,3% avaliam como ruim ou péssimo.

Entre entrevistados sem religião, o eleitorado aparece dividido: 48,2% defendem a continuidade de Lula e o mesmo percentual afirma que o presidente não merece novo mandato.

Apesar do desgaste na avaliação do governo, Lula segue competitivo eleitoralmente.

Na simulação de primeiro turno, o presidente aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

No segundo turno, o cenário segue apertado. Flávio Bolsonaro registra 45,3%, enquanto Lula soma 44,7%.

Mesmo com maioria contrária a um novo mandato, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema nos cenários de segundo turno.

Educação e saúde têm desempenho melhor que economia e segurança

Entre as áreas avaliadas pela pesquisa, educação e saúde registram desempenho menos negativo que economia e segurança pública.

Na educação, 32,6% classificam a atuação federal como ótima ou boa, enquanto 40,5% avaliam como ruim ou péssima.

Na saúde, as avaliações positivas chegam a 28,3%, contra 44,1% de avaliações negativas.

Já a segurança pública concentra o pior saldo do levantamento. Além dos 56,1% de avaliações negativas, apenas 6% classificam a área como ótima.

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores acima de 16 anos entre os dias 1º e 5 de maio de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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