Brasil

Me sinto injustiçado, mas processo é político, diz Cunha

Segundo Cunha, "é muito fácil tentar encontrar um suposto chefe do petrolão para esconder a sujeira debaixo do tapete"


	Cunha: "Em 2006 eu fiz oposição ferrenha ao governo Lula, como alguém ia me dar o controle do petrolão?"
 (Adriano Machado / Reuters)

Cunha: "Em 2006 eu fiz oposição ferrenha ao governo Lula, como alguém ia me dar o controle do petrolão?" (Adriano Machado / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2016 às 15h41.

Brasília - Em seu depoimento no Conselho de Ética, nesta quinta-feira, 19, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que "nem uma criança acreditaria" que ele participou do esquema de corrupção da Petrobras.

"Em 2006 eu fiz oposição ferrenha ao governo Lula, como alguém ia me dar o controle do petrolão?", questionou.

Segundo Cunha, "é muito fácil tentar encontrar um suposto chefe do petrolão para esconder a sujeira debaixo do tapete". O peemedebista disse que rompeu com o governo Dilma Rousseff por ser alvo de "manipulações".

Em seu questionamento, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) perguntou a Cunha se há uma conspiração contra ele e se existe, que essa conspiração é "planetária", já que "envolve STF, PGR, delatores, Edison Lobão, Nestor Cerveró e o Ministério Público da Suíça, entre outros".

Cunha respondeu que "não fala que tem conspiração, apenas estranha a seletividade das investigações".

O peemedebista comentou ainda que "obviamente" sofre "contestação política", mas que não era a sua intenção "fazer exposição de vitimização política" perante o colegiado.

Cunha afirmou também que se sente "injustiçado", mas que sabe que o processo é de "natureza política" e que buscará seus recursos. Ele voltou a dizer que identificou diversas nulidades no processo do Conselho de Ética, que podem "zerar" o processo.

"Não posso abrir mão do meu direito de defesa", alegou. Segundo ele, mencionando o processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu suas prerrogativas como deputado federal recentemente, foram esses erros no processo que adiaram a análise de sua denúncia. "Querer me culpar do atraso do tempo do processo é me atribuir atos que não pratiquei. Se querem ser céleres, não decidam atos que possam ser questionados sobre nulidade, nem atos que possam ser questionados", declarou.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolítica no BrasilEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoIndústria do petróleoCâmara dos DeputadosEduardo CunhaCombustíveis

Mais de Brasil

EcoRodovias arremata concessão da Rotas Gerais ao vencer 1º leilão rodoviário de 2026

Receita Federal apreende 4 mil vapes por dia no Brasil em meio ao avanço de vendas ilegais

Lula assina decreto que amplia o uso dos resultados do Enem; veja o que muda

Chuva em São Paulo hoje: Inmet emite alerta laranja; veja previsão