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Maioria dos deputados é a favor de regular apps e de tarifa zero, diz pesquisa

Levantamento foi feito com 33% dos atuantes na Câmara dos Deputados sobre algumas das questões em debate no país

Maioria dos deputados é a favor da regulação de trabalhadores de aplicativo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Maioria dos deputados é a favor da regulação de trabalhadores de aplicativo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Giovanna Bronze
Giovanna Bronze

Colaboradora

Publicado em 13 de dezembro de 2025 às 12h20.

A maioria dos deputados federais brasileiros é a favor de regular o trabalho por aplicativos e adotar a tarifa zero, segundo pesquisa da Genial Quaest divulgada na sexta-feira, 12.

De acordo com o levantamento, 66% dos deputados federais informaram ser a favor da legislação de regulação do trabalho por aplicativos, como Uber e iFood. Já 27% são contra e 7% não responderam ou não souberam responder.

Sem a regulação desse tipo de trabalho, motoristas de aplicativo acabam trabalhando mais horas que a maioria dos brasileiros. De acordo com o levantamento da PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas que trabalham em aplicativos como Uber ganham, em média, R$ 2.766 por mês, enquanto entregadores recebem R$ 2.340.

Tarifa zero

Em relação à tarifa zero no transporte público, 65% dos deputados disseram ser a favor e 26% contra, enquanto 9% não sabem ou não responderam.

Nos últimos anos, dezenas de cidades pelo país adotaram a tarifa zero nos ônibus, de forma completa ou só em alguns dias da semana. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os coletivos têm entrada grátis aos domingos.

O governo federal debate opções para ampliar o modelo para mais cidades, mas é preciso definir a origem dos recursos para custear a mudança.

Outros pontos da pesquisa

A pesquisa também perguntou  sobre a escala de trabalho 6x1. Entre os entrevistados, 43% são a favor, enquanto 45% são contra e 13% não sabem ou não responderam.

Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, que reduz de forma progressiva a jornada máxima semanal de trabalho no país até o limite de 36 horas, acabando, assim, com a escala 6x1.

Após a aprovação pela CCJ, a PEC vai para o Senado. Caso seja aprovada em duas votações, o texto então segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

A pesquisa foi feita entre 29 de outubro e 11 de dezembro, com 167 entrevistas de deputados federais em exercício. Esse número representa 33% do total dos 513 deputados atuando atualmente na Câmara dos Deputados

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