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Lula deve vetar PL da dosimetria durante ato do 8 de janeiro nesta quinta

De acordo com o governo, a cerimônia desta quinta "tem por objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023"

Lula: presidente deve reforçar a defesa da democracia no evento (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula: presidente deve reforçar a defesa da democracia no evento (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 06h00.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira, 8, de cerimônia em memória aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O evento ocorrerá no salário Nobre do Palácio do Planalto também prevê atividade externa, e contará com a participação de diversas autoridades e de representantes da sociedade civil. 

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não irão participar do ato.

De acordo com o governo, a cerimônia desta quinta "tem por objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023".

A expectativa é que Lula vete o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que altera as regras de cálculo das penas e reduz a punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros condenados pela trama golpista.

O texto aprovado restringe explicitamente os efeitos da proposta aos crimes cometidos no contexto dos ataques às sedes dos Três Poderes.

O veto não foi confirmado oficialmente pelo Palácio do Planalto, mas em entrevista à rádio Sociedade Bahia na última terça-feira, 6, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que Lula vetará a medida.

“Sou contra a dosimetria, o PT é contra a dosimetria, o governo é contra a dosimetria, e dia 8 o presidente vai vetar aquilo que foi aprovado, e vai depender do Congresso se derruba ou não”, disse Wagner.

Lula já havia dito que vetaria o texto, caso ele fosse aprovado por deputados e senadores. Se isso acontecer, o veto ao texto que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pessoas que participaram dos ataques de 8 de janeiro ainda terá de ser apreciado pelos parlamentares.

A expectativa é que, durante o ato, Lula faça firme defesa à democracia brasileira, aos Três Poderes e à soberania nacional — em especial diante da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

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