Repórter
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 14h03.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quarta-feira, 7 de janeiro, que há condições políticas para que o Congresso Nacional aprove o fim da escala 6x1 antes das eleições de outubro.
Segundo ele, o calendário eleitoral pode, inclusive, servir como um elemento para acelerar as discussões. Ainda assim, o ministro destacou que será necessária uma mobilização popular para que a proposta avance.
"É plenamente possível. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade. Evidente que eu chamo a atenção dos trabalhadores e trabalhadoras para a necessidade do processo de mobilização e participação ativa desse processo, junto aos seus sindicatos, junto às suas centrais sindicais. Então, eu chamo a atenção disso porque a efetiva participação da sociedade, ele é um motor necessário, importante, no processo de convencimento a cada deputado, deputada, a cada senador, senadora, e ao empresariado também", disse o ministro.
O governo encara o tema como uma de suas prioridades, já reiteradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diversas ocasiões. Segundo Marinho, a alteração na jornada de trabalho não vai impactar as demandas econômicas do país.
Durante sua participação no programa Bom Dia Ministro, da EBC, ele também abordou o novo valor do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, medida válida desde 1º de janeiro, com previsão de impacto de R$ 110 bilhões na economia.
"Você pega teu holerite de janeiro e compara com o holerite de dezembro. Quanto você pagou de imposto de renda lá em novembro e dezembro, outubro, novembro e dezembro, e quanto você vai pagar em janeiro. Seguramente você vai ter uma surpresa como se fosse um grande aumento de salário real. Então você vai sobrar dinheiro aí do que você vinha recebendo para você investir nas tuas necessidades", disse.
Luiz Marinho também comentou a proposta de regulamentação do trabalho por aplicativo. Ele demonstrou expectativa de que o Congresso Nacional aprove a medida ainda no primeiro semestre deste ano.
"Tem todas condições do Congresso Nacional debruçar sobre esse assunto agora no primeiro semestre e aprovar a regulação do trabalho por aplicativo, que eu acho que seria muito bem-vindos, tanto para motoristas de veículos de quatro rodas como também para os motofretistas, os mototaxistas, enfim, os entregadores e toda essa questão que se coloca em relação à necessidade de proteção a esses trabalhadores que estão totalmente desprotegidos", disse.
O ministro, no entanto, destacou que a regulamentação não contempla o serviço de mototáxi. Segundo ele, permitir o transporte de passageiros por motocicleta em grandes centros urbanos, como São Paulo, representa um risco, especialmente diante do alto número de acidentes registrados.