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Lava Jato já tem 65 delações premiadas

A informação foi divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em palestra na Brazil Conference


	Rodrigo Janot: o procurador-geral informou que 47 inquéritos já foram instaurados no Supremo Tribunal Federal
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Rodrigo Janot: o procurador-geral informou que 47 inquéritos já foram instaurados no Supremo Tribunal Federal (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 22 de abril de 2016 às 14h57.

São Paulo - A Operação Lava Jato já firmou 65 acordos de delação premiada, dos quais 51 de investigados soltos.

A informação foi divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em palestra na Brazil Conference, realizada pela Universidade de Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos - evento que ocorre nesta sexta-feira, 22, e sábado, 23.

O procurador-geral informou que 47 inquéritos já foram instaurados no Supremo Tribunal Federal, compreendendo 118 mandados de busca e apreensão também no âmbito da Corte, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República.

Na primeira instância - em Curitiba, base da missão Lava Jato -, destacou Janot, foram 1.177 procedimentos instaurados, com 574 mandados.

Para o procurador-geral da República, o fato de 51 delações - das 65 já firmadas - envolverem investigados em liberdade refuta a crítica de que prisões são feitas para forçar colaborações, tese defendida por uma grande maioria de juristas e advogados penalistas.

Na avaliação de Janot, "a atuação equilibrada do Ministério Público Federal, em colaboração com órgãos brasileiros de controle" é fundamental para o êxito da Lava Jato e de outras investigações.

A certificação ISO 9001, conquistada por seu gabinete quanto ao trabalho de distribuição judicial e processamento extrajudicial, também foi destacada pelo procurador-geral.

Para conquistar o certificado é necessário implementar procedimentos obrigatórios, como controle de documentos e de registros, auditoria interna, cumprimento da legislação pertinente e implementação da política e dos objetivos de qualidade.

Na prática, informou a Procuradoria-Geral, isso "significa economia de tempo e de recursos, transparência, segurança e qualidade nos processos de trabalho, além de confiabilidade institucional".

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