Brasil

Judicialização da PEC da Previdência é normal, diz secretário

Segundo Marcelo Caetano, nem todos os questionamentos à proposta devem ser analisados no Supremo Tribunal Federal (STF)

Marcelo Caetano: estudos que embasam a reforma serão apresentados ao STF (YouTube/Reprodução)

Marcelo Caetano: estudos que embasam a reforma serão apresentados ao STF (YouTube/Reprodução)

AB

Agência Brasil

Publicado em 20 de fevereiro de 2017 às 14h34.

O secretário da Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse hoje (20) que é "normal" ocorrer a judicialização da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da reforma da Previdência.

Na sua opinião, nem todos os questionamentos à proposta serão analisados no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Parar tudo no Supremo, não. Agora, judicialização é normal aparecer. Já temos medidas nesse estilo e temos respondido. Julgamos que não venha a ocorrer problema a respeito disso [judicialização]. Agora, naturalmente que, dentro do ambiente democrático, faz parte tanto a discussão no Legislativo como percepções do Judiciário", afirmou Caetano, após palestra na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

O secretário informou que há estudos atuariais, que embasam a reforma previdenciária proposta pelo governo, que serão apresentados ao STF. "Naturalmente que há estudos para isso [atuariais] e vamos responder ao Supremo nos prazos que foram definidos".

O ministro do Supremo Celso de Mello deu prazo de dez dias para que o presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prestem informações sobre a PEC 287.

A solicitação de Mello é feita após recebimento de um mandado de segurança, impetrado por 28 deputados de oposição.

A ação pede a anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara. Os deputados alegam que o governo não apresentou estudo atuarial, necessário para confirmar o desequilíbrio nas contas da Previdência e a consequente necessidade de alteração nas regras.

O ministro da Suprema Corte deve aguardar as informações solicitadas antes de decidir sobre o acolhimento ou não do mandado de segurança. O acolhimento significaria a suspensão da tramitação da matéria na Câmara.

Tramitação no Congresso

O secretário da Previdência reconheceu que a proposta do governo poderá ser alterada durante a tramitação no Congresso. "O Congresso é soberano tanto no que diz respeito à velocidade da tramitação quanto o que fica mantido ou não", afirmou. "O governo pretende se manter o mais fiel possível à proposta original".

Segundo ele, é normal que emendas à PEC sejam apresentadas. "Vamos fazer uma análise disso [emendas] para ver o que se faz, de modo a se conseguir alcançar um equilíbrio entre o que se propõe e o que mantém as contas equilibradas" acrescentou.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o mérito da reforma da Previdência terá duas sessões nesta semana para discutir temas centrais da matéria.

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)GovernoReforma da Previdência

Mais de Brasil

CNH automática para 'bom condutor' entra em vigor nesta segunda-feira; veja como obter

Alfa, Gerp e Quaest: quando saem e quais são as próximas pesquisas eleitorais?

Ministério da Saúde anuncia suspensão de vacina da dengue do Butantan após mortes suspeitas

Nunes Marques suspende pesquisa eleitoral da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro