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'Em 2027, Jair Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto', diz Flávio ao lançar candidatura

Evento reuniu lideranças do PL e aliados como Tarcísio, Nunes e Javier Milei, além de mensagens em vídeo de Michelle e Nikollas: Bolsonaro em IA também participou

 (Julia Girão/Exame)

(Julia Girão/Exame)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 25 de julho de 2026 às 14h45.

Última atualização em 25 de julho de 2026 às 14h58.

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O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência em evento no centro de convenções do estádio Mercado Livre Pacaembu.

"O Brasil foi sequestrado e vamos libertar o nosso país desse cativeiro. Em janeiro de 2027, Jair Bolsonaro vai subir aquela rampa do Planalto junto com a gente", disse Flávio durante o seu discurso.

O senador do PL chorou ao mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e em prisão domiciliar, e quando assistiu a um vídeo de Inteligência Artificial de Bolsonaro.

"Essa é uma simulação. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que eu escolhi, Flávio, vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente", disse o "avatar" do ex-presidente.

O candidato do PL disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece uma "quarta oportunidade, porque não vai fazer nada de novo".

"Isso aqui é muito mais que uma convenção, isso é o início da luta mais importante das nossas vidas, uma luta do bem contra o mal, uma luta que começou com Jair Bolsonaro em 2018 e que agora está nas nossas mãos. Uma luta de quem defende a família contra aqueles que só defendem seus próprios interesses. Uma luta de quem defende um projeto de país contra aqueles que defendem um projeto de poder", afirmou.

Flávio fez acenos a mulheres, defendeu propostas como castração química para estupradores e também fez críticas ao Judiciário pela prisão de seu pai. Ele reforçou que o próximo presidente indicará quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Vocês que estão me assistindo pelas redes sociais, se eu não for o presidente da República, vocês nunca mais poderão escrever com liberdade o que pensam nas redes sociais. Porque é isso que Lula vai fazer a partir do ano que vem. Ainda mais com a possibilidade de indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal. Imaginem ele indicando mais quatro Alexandre de Moraes, para onde esse país vai?", disse.

Flávio foi apresentado ao público pela sua esposa, Fernanda Bolsonaro, que fez uma rápida fala e disse que o Brasil “não aguenta mais quatro anos de PT”.

Cotada como possível vice de Flávio, Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa, tomou a palavra durante o discurso do senador disse que o Brasil precisa acabar com a "gastança" que está levando "todo mundo para o vermelho".

O evento contou com a participação dos principais quadros do partido e de aliados, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que discursaram no evento.

O presidente argentino, Javier Milei, fez um longo discurso, no qual defendeu que "somente Flávio pode derrotar Lula" e fez duras críticas ao petista, ao associar a esquerda brasileira à corrupção e ao crime organizado.

Além de Milei, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também enviou um vídeo declarando apoio a Flávio.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também participou por vídeo após se reconciliar com o senador do PL na última semana. A menção ao apoio ao senador ocorreu apenas no fim de um vídeo de mais de 4 minutos. O deputado Nikolas Ferreira (PL) também participou por vídeo da convenção.

Antes de falar, Flávio também ouviu discursos gravados de seus irmãos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro. O senador chorou durante a fala de Carlos.

Além da família, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho, o pré-candidato ao Senado e presidente da Alesp, André do Prado, também discursaram.

Com capacidade para 9 mil pessoas, o centro de convenções foi tomado por apoiadores de verde e amarelo, com bandeiras de apoio de Flávio e de pré-candidatos à Câmara e ao Senado. Marcado para começar às 10h, o evento somente teve início perto das 12h.

Do lado de fora do evento, uma parcela dos apoiadores não conseguiu entrar, o que gerou um princípio de tumulto.

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