Italiano procurado pela Interpol é preso em Pernambuco

A prisão ocorreu por policiais federais no momento em que o italiano estava em casa

Brasília - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 13, em Pernambuco o italiano Mirco Folli procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

O empresário italiano, natural de Parma na Itália, estava sendo procurado pela Justiça da Itália desde 2013, por supostamente favorecer a imigração clandestina e exploração da prostituição, porte ilegal de arma de fogo e crime financeiro (bancarrota ou falência fraudulenta, sonegação fiscal).

Os crimes podem render ao estrangeiro a pena de 10 anos e 7 meses de reclusão. Em setembro de 2014, a justiça italiana solicitou a inclusão dos dados de Mirco Folli na Difusão Vermelha da Interpol, quando a partir daí ele passou a ser procurado nos 190 países que compõe a Organização Internacional de Polícia Criminal - OIPC.

A prisão ocorreu por policiais federais no momento em que o italiano estava em casa, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Os agentes já haviam feito um levantamento prévio do local, desde o último dia 16 de dezembro, quando o Supremo Tribunal Federal, por meio da ministra Rosa Weber, determinou a prisão, expedindo Mandado de Prisão Preventiva para fins de extradição solicitado pelo governo da Itália.

De acordo com a PF, a prisão se deu "de forma tranquila" e não houve qualquer tipo de resistência. O preso, após fazer exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal, foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna, onde ficará à disposição do Supremo Tribunal Federal aguardando o julgamento de seu pedido de extradição.

Assim que for concedida a extradição pelo STF, os agentes da PF vão entregá-lo aos policiais federais italianos, que virão ao Brasil e o recambiarão até a Itália onde deverá cumprir a pena pelos crimes que lhe são imputados.

No Brasil

De acordo com a PF, Mirco chegou em Recife em março de 2004, tendo conseguido um visto permanente de trabalho para ficar no Brasil, estando legal em território brasileiro onde teve direito até de obter carteira de motorista.

Nos 10 anos em que morou em Recife não existiria informação de que ele tenha se envolvido em atos ilícitos ou que tenha cometido algum crime. Portanto ele não possui nenhum antecedentes criminais.

No depoimento prestado aos agentes da PF, o Micro Folli informou que nunca se casou ou teve filhos no Brasil e que possui uma pizzaria no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.

Ele disse também que já integrou a seleção Italiana de Rugby no ano de 1988, que fazia parte da Federação Pernambucana de Rugby, exercendo a função de tesoureiro da instituição, e que ficou surpreso ao saber do pedido de prisão e extradição pelo governo italiano.

Há 3 anos ele voltou para a Itália para o enterro de seu pai e não houve qualquer tipo de impedimento quando entrou no país.

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