Lula: 38% avaliam a gestão do petista como ruim ou péssima (Odd Andersen/AFP)
Colaboradora
Publicado em 22 de junho de 2026 às 14h29.
O país segue dividido na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, segundo a pesquisa Ipsos/Ipec, divulgada nesta segunda-feira, 22.
De acordo com o levantamento, 44% dos brasileiros aprovam a maneira como o presidente está administrando o país, enquanto 50% desaprovam e 6% não responderam.
Na análise dos recortes, o índice de aprovação só supera a desaprovação entre os eleitores com mais de 60 anos (53%), entre aqueles com nível de escolaridade até o ensino fundamental (58%), residentes da região Nordeste (60%) e os que vivem em municípios com até 50 mil habitantes (50%).
Na questão qualitativa, 38% avaliam a gestão do petista como ruim ou péssima, enquanto 32% julgam ótima ou boa e 28% como regular.
Segundo a série histórica, o índice dos respondentes que consideram o governo ruim ou péssimo caiu dois pontos percentuais desde março, quando era de 40%. Os que avaliam como ótimo ou bom caíram um ponto percentual no período (33%).
O salto se deu entre os eleitores que avaliam o trabalho do Executivo como regular, que era de 24% em março.
Por outro lado, o índice de confiança no presidente é baixo: 41% dos brasileiros afirmam confiar em Lula, contra 56% que não confiam.
Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec, afirmou na pesquisa que “apesar da pequena melhora na avaliação regular, o saldo do governo ainda é negativo, seguimos com um cenário de opiniões consolidadas e polarizadas”.
O levantamento também questionou os eleitores sobre a percepção de melhora ou piora da administração de Lula. Para 42%, a situação está pior do que o esperado, 32% dizem estar igual e apenas 23% sentem que está melhor do que o esperado.
Sobre a situação econômica, os índices ficam parecidos, com 41% sentindo uma piora nos últimos seis meses, 30% que não viram mudança e 25% observando uma melhora.
O cenário muda quando o brasileiros olha para o futuro. Ao todo, 36% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país estará melhor em seis meses, próximo de dezembro e depois do resultado das eleições gerais ser divulgado. Além dos otimistas, 32% acreditam que estará pior, e 25%, igual.
A pesquisa Ipsos/Ipec ouviu 2 mil brasileiros entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.