Brasil

IOF de 3% para pessoa física valerá a partir de amanhã

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que a medida entraria em vigor hoje, com a publicação do decreto no Diário Oficial

O aumento do IOF anunciado por Mantega ontem incidirá sobre o prazo em que a pessoa física estiver devedora (Stock Exchange)

O aumento do IOF anunciado por Mantega ontem incidirá sobre o prazo em que a pessoa física estiver devedora (Stock Exchange)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de abril de 2011 às 16h32.

Brasília - O subsecretário de tributação da Receita Federal, Sandro Serpa, informou na tarde de hoje que a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 1,5% para 3% ao ano, cobrado nos empréstimos a pessoas físicas, só entra em vigor a partir de amanhã, dia 9. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que a medida entraria em vigor hoje, com a publicação do decreto no Diário Oficial. Serpa explicou que toda operação de crédito tem ainda a incidência de IOF de 0,38% sobre o valor total da linha de financiamento recebida no ato da concessão do empréstimo, independente do prazo da operação.

O aumento do IOF anunciado por Mantega ontem incidirá sobre o prazo em que a pessoa física estiver devedora. Por exemplo: se o tomador pegar emprestado em um banco um valor de R$ 10 mil por um período de 15 dias, ele pagará 0,38% sobre os R$ 10 mil no ato da concessão do crédito e mais 0,0082% por dia durante essa quinzena. Dessa forma, explicou o subsecretário, no primeiro dia da operação de crédito, o IOF é de 0,38% mais 0,0082%, e a partir do segundo dia, incide 0,0082% de IOF diariamente. Ele lembrou que o IOF sobre as operações de crédito à pessoa física já foi de 3% ao ano entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, quando foi reduzido para 1,5% ao ano, vigorando nesse patamar até hoje.

Serpa disse que a nova alíquota do IOF incide, inclusive, sobre o cheque especial e parcelamentos no pagamento da fatura do cartão de crédito. "Incide quando a pessoa não paga a fatura do mês inteiro", explicou. Ele destacou também que o crédito habitacional continua isento de IOF. Serpa disse, ainda, que a medida não tem objetivo de aumentar a arrecadação e que por isso a Receita não estimou o valor adicional que será recolhido de IOF. "Vamos ter de acompanhar a evolução da concessão de crédito para saber quanto vamos arrecadar. A intenção da medida é dar contenção ao crédito", declarou.

Acompanhe tudo sobre:ImpostosLeãoCréditoIOF

Mais de Brasil

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'

'Em 2027, Jair Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto', diz Flávio ao lançar candidatura