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Instituto Lula diz que PF mudou senha de e-mail durante ação

A senha para acesso aos e-mails foi fornecida à PF no dia da operação, sob ordens judiciais de quebra de sigilo eletrônico


	E-mail: Instituto Lula solicita que a PF forneça nova senha para acesso às mensagens, que teria sido alterada por agentes durante operação
 (Thinkstock/Devonyu)

E-mail: Instituto Lula solicita que a PF forneça nova senha para acesso às mensagens, que teria sido alterada por agentes durante operação (Thinkstock/Devonyu)

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Da Redação

Publicado em 9 de março de 2016 às 11h53.

São Paulo - Em petição encaminhada nesta terça-feira, 8, ao juiz Sérgio Moro, a defesa do Instituto Lula alega que a Polícia Federal alterou a senha do administrador de e-mails da entidade nas buscas realizadas na última sexta-feira (4).

Diante disso, a entidade pede que a PF forneça a nova senha do correio eletrônico do Instituto.

"Funcionários do Instituto Luiz Inácio Lula da Silva não mais conseguem acesso aos seus e-mails, o que vem inviabilizando as atividades corriqueiras do Requerente", alega a defesa no documento encaminhado à Justiça Federal no Paraná.

Segundo a defesa, a senha para acesso aos e-mails foi fornecida aos agentes da PF no dia da operação, que tinha entre as ordens judiciais a quebra de sigilo das mensagens eletrônicas de funcionários da entidade.

Chamada de Aletheia em referência à expressão grega "busca da verdade", a 24ª fase da Lava Jato envolveu cerca de 200 policiais que cumpriram 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva - quando o investigado é levado para depor pela Polícia Federal -, incluindo o ex-presidente Lula, alvo principal da ação.

As ordens foram cumpridas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Nesta etapa da operação, os investigadores da Lava Jato apuram as suspeitas de que o ex-presidente teria recebido propinas de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras por meio de pagamentos ao Instituto e à empresa de palestra de Lula, LILS, e também por meio de obras feitas por empreiteiras investigadas em um tríplex no Guarujá (SP) e em um sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo petista.

Procurada pela reportagem na manhã desta quarta-feira, 9, a Polícia Federal no Paraná informou que ainda não foi notificada do pedido da defesa do instituto e que ainda não irá se manifestar sobre o episódio.

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