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Humberto Costa convoca PT a trabalhar junto com governo

O senador ressaltou o difícil momento econômico pelo qual passa o País e pediu o auxílio do partido


	Humberto Costa: "O PT será extremamente importante nesta tarefa, porque é o partido da presidente da República e não pode se esquecer disso"
 (Renato Araújo/ABr)

Humberto Costa: "O PT será extremamente importante nesta tarefa, porque é o partido da presidente da República e não pode se esquecer disso" (Renato Araújo/ABr)

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Da Redação

Publicado em 1 de março de 2016 às 16h37.

Brasília - Em primeiro discurso em plenário como líder do governo, o senador Humberto Costa (PT-PE) convocou a bancada do PT a trabalhar em conjunto com o governo.

O senador ressaltou o difícil momento econômico pelo qual passa o País e pediu o auxílio do partido.

"O PT será extremamente importante nesta tarefa, porque é o partido da presidente da República e não pode se esquecer disso", afirmou.

O senador defendeu o diálogo e pediu que o partido não se feche às pautas, que são importantes para o governo.

"Pode divergir da pauta, pode ter restrições às linhas, mas é função do partido chamar o governo àquilo que acredita, da mesma forma que o governo não pode se fechar às discussões com o partido", argumentou.

Costa ponderou que o período de crise é mais intenso para as classes desfavorecidas e afirmou que a função do PT é pensar em políticas que resguardem esses segmentos sociais.

"Ao mesmo tempo em que trabalhamos em um ajuste fiscal que restaure a economia, não podemos deixar de pensar em políticas que resguardem essas parcelas."

Acordos com a oposição

O senador também fez sinalizações para os demais setores do Senado, alegando que, na função de líder do governo, a tarefa de buscar o diálogo e costurar acordos entre aliados e membros da oposição será "alargada".

"A minha missão será a de buscar construir consensos com todos os setores políticos desse Senado em favor de projetos de interesse do Brasil e dos brasileiros", afirmou.

O senador apresentou a pauta do ajuste fiscal como prioritária para o governo, com destaque para a CPMF e a reforma da Previdência Social e pediu que os parlamentares não vejam os projetos como "tabus".

Ele afirmou que as divergências entre governo e oposição existem, mas que não podem se tornar um "obstáculo intransponível".

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