Brasil

Haddad anuncia bilhete único mensal para 2º semestre

Pela promessa de campanha do PT, o usuário terá de pagar R$ 140 por um número irrestrito de viagens no sistema de transporte

Em encontro no Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin trataram de "parcerias" nas áreas de habitação, segurança e educação (Fábio Arantes/Prefeitura de São Paulo)

Em encontro no Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin trataram de "parcerias" nas áreas de habitação, segurança e educação (Fábio Arantes/Prefeitura de São Paulo)

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Da Redação

Publicado em 20 de janeiro de 2014 às 17h01.

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São Paulo - No primeiro encontro do prefeito Fernando Haddad (PT) com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, aproveitou a ocasião para anunciar na terça-feira a criação do cadastro de usuários do bilhete único mensal - prevista para abril.

A principal promessa de campanha de Haddad deverá ser implementada no segundo semestre.

Da reunião entre tucano e petista, porém, não saiu acordo sobre a participação do Estado no projeto petista. Oficialmente, Haddad e Alckmin trataram de "parcerias" nas áreas de habitação, segurança e educação.

Em dois dias, novas parcerias deverão ser anunciadas por Haddad, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) chegar a São Paulo para a festa dos 459 anos da capital.

Na terça-feira Tatto informou que o cadastro do bilhete único mensal deverá ser feito inicialmente pela internet, com base no número do CPF dos passageiros.

Pela promessa de campanha do PT, o usuário terá de pagar R$ 140 por um número irrestrito de viagens no sistema de transporte. Por esse preço, o pacote valeria a pena para quem faz mais de 46 viagens de ônibus por mês.

Pela estimativa da Prefeitura, o bilhete único mensal custará R$ 400 milhões anuais em subsídios. Neste ano, sem a criação da tarifação mensal, o gasto com transporte já será de R$ 660 milhões.

Fundamental para o sucesso do projeto, a integração com o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), geridos pelo governo estadual, não foi pauta da reunião de Haddad e Alckmin. O tema será discutido em nova reunião, marcada para março, na sede da Prefeitura. 

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