Brasil

Governo quer barrar tirar de projeto de royalties, diz Cunha

Líder do PMDB na Câmara disse que presidente ainda se reunirá com líderes aliados para tratar sobre o projeto que destina royalties para saúde e educação


	Eduardo Cunha (PMDB-RJ): deputado se reuniu com o vice-presidente, a ministra das Relações Institucionais e a ministra-chefe da Casa Civil
 (Gustavo Lima/Câmara)

Eduardo Cunha (PMDB-RJ): deputado se reuniu com o vice-presidente, a ministra das Relações Institucionais e a ministra-chefe da Casa Civil (Gustavo Lima/Câmara)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2013 às 17h06.

Brasília - O governo ainda tenta uma saída para evitar a aprovação de dois pontos polêmicos do projeto que destina royalties do petróleo à saúde e à educação - o dispositivo que trata de um piso para a parcela de óleo oferecida pelas empresas à União nos leilões do pré-sal e o uso de recursos do capital principal do Fundo Social -, afirmou nesta quarta-feira o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Após reunião com o vice-presidente Michel Temer, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, nesta quarta-feira, Cunha disse que a presidente Dilma Rousseff ainda se reunirá com líderes aliados da Câmara e do Senado no início da próxima semana para tratar do assunto.

O projeto inicialmente aprovado pela Câmara incluía esses dois dispositivos, que foram retirados do texto durante a tramitação no Senado, que aprovou um texto em substituição ao produzido pelos deputados.

Mas em meados de julho a Câmara rejeitou essas alterações promovidas pelos senadores para resgatar o piso de óleo excedente e o uso de parte do total de recursos do Fundo Social, e não apenas de seu rendimento, como previa o texto do Senado.

A votação na Câmara ainda não foi concluída e deve ser retomada na próxima semana, como já afirmou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que chegou a dizer que esse será o primeiro item da pauta assim que ela for destravada por um outro projeto que tramita em regime de urgência.

Segundo o líder peemedebista, a questão do Fundo Social foi destacada e será votada separadamente. E a intenção é colocar em votação individual também o dispositivo que trata do piso de óleo, manobra que ainda exige aprovação da Mesa.

"Eu destaquei isso (a questão do óleo) e a Mesa não está aceitando o destaque. Então, é um problema regimental, que deverá deliberado... Eu vou levantar a questão de ordem em plenário, provavelmente se a Mesa entender que não é cabível eu vou recorrer, enfim, haverá algumas situações que deverão ser debatidas", disse Cunha.

A fixação do piso de óleo de 60 por cento oferecida pelas empresas à União nos leilões do pré-sal preocupa investidores do setor de petróleo e é mal vista dentro do próprio Ministério de Minas e Energia, sob o argumento de que tira a flexibilidade do governo na elaboração dos leilões.

Pelo regime de partilha, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Ministério de Minas e Energia, passando pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sãos os responsáveis pela definição das regras dos leilões do pré-sal, inclusive o mínimo de óleo que deverá ser oferecido à União.

Ganha a licitação de áreas de exploração do pré-sal quem oferecer a maior parcela de petróleo (após serem descontados os custos) à União.

O governo separou a área de Libra, a maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil, para leiloar na primeira rodada de licitações da camada pré-sal. O primeiro leilão de área de exploração do petróleo do pré-sal está previsto para ocorrer em outubro.

Cunha alertou que, caso não consiga colocar o dispositivo em votação, o piso de óleo deve ser vetado pela presidente Dilma Rousseff, o que pode trazer ao leilão um clima de insegurança jurídica.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoPolíticaEnergiaRoyalties

Mais de Brasil

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra de agentes públicos

Como funciona a correção da redação do Enem? Debates nas redes acendem alerta para mudança de regras

Kassab filia seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo

Deputado apresenta projeto para proibir redes sociais a menores de 16 anos