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Governo federal é omisso com a segurança pública, diz Aécio

Senador acusou o governo federal de ter "lavado as mãos" para a área de segurança


	Aécio Neves: segundo o senador, governo federal liberou apenas 10,5% dos recursos previstos no Fundo Penitenciário Nacional
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

Aécio Neves: segundo o senador, governo federal liberou apenas 10,5% dos recursos previstos no Fundo Penitenciário Nacional (REUTERS/Ueslei Marcelino)

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Da Redação

Publicado em 20 de janeiro de 2014 às 17h28.

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), acusou nesta segunda-feira, 20, o governo federal de ter "lavado as mãos" para a área de segurança.

A declaração do tucano, feita por meio de uma nota oficial do partido, ocorre poucas horas depois de a presidente Dilma Rousseff alfinetar os governos anteriores e afirmar que na sua gestão e na do ex-presidente Lula a questão de segurança pública não ficou apenas nas mãos do Estado.

"Nós nunca nos omitimos, pelo contrário", afirmou Dilma em entrevista na manhã desta segunda a rádios de Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio. Segundo a presidente, o governo está investindo R$ 1,1 bilhão no sistema penitenciário nacional. A expectativa é que sejam criadas 47 mil novas vagas no sistema prisional, mais de 5 mil delas em Minas Gerais.

"Infelizmente, as palavras da presidente não têm o poder de mudar a realidade. O governo federal tem sido extremamente omisso e lavado as mãos em relação à segurança pública", afirmou o senador em trecho da nota.

"Não é compreensível que, apesar da gravidade que a questão vem assumindo em todo o Brasil, o governo federal, que acumula cerca de 60% de tudo que se arrecada em impostos no País, participe com apenas 13% do financiamento da segurança pública, cabendo a Estados e municípios arcar com 87%", diz o tucano.

Segundo ele, o governo federal, na gestão Dilma, liberou apenas 10,5% dos recursos previstos no Fundo Penitenciário Nacional, "que deveria servir exatamente para minimizar a situação dramática das penitenciárias, onde ocorrem cenas de barbárie como as que assistimos no Maranhão".

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