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Governo decide hoje se adia leilão do trem-bala

A maioria dos investidores quer que o governo prorrogue em, no mínimo, seis meses o processo de licitação

Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT: leilão do trem-bala pode ser adiado (Valter Campanato/AGÊNCIA BRASIL)

Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT: leilão do trem-bala pode ser adiado (Valter Campanato/AGÊNCIA BRASIL)

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Da Redação

Publicado em 26 de novembro de 2010 às 09h39.

Brasília - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se reúne hoje com os interessados no trem-bala brasileiro para decidir se adia ou não o processo de licitação do projeto. Pelo cronograma atual, a entrega das propostas financeiras será na segunda-feira e a abertura dos envelopes, no dia 16 de dezembro. A maioria dos investidores quer que o governo prorrogue em, no mínimo, seis meses o processo de licitação.

A decisão de convocar os grupos ocorreu ontem, após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo. O encontro de hoje está marcado para às 15h30, na sede da agência reguladora, em Brasília. 

Na semana passada, os investidores já haviam se reunido com o ministro e Figueiredo no prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na capital fluminense. Na ocasião, quase todos os investidores pediram a prorrogação dos prazos. Desde então, o mercado passou a ser inundado com uma série de informações de desistência de grupos, seguidos de desmentidos.

Depois dos franceses, ontem foi a vez dos japoneses contestarem uma matéria publicada no Japão sobre a desistência do grupo na licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV). Em São Paulo, um representante da Mitsui afirmou que ainda não havia decisão sobre o projeto. “Estamos num processo de licitação. É estratégico dizer se vamos ou não participar”, afirmou a fonte.

Entre os chineses o clima de incerteza também predomina. O único grupo que não pediu a prorrogação dos prazos foi o coreano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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