Segurança em bloqueio na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília; país suspendeu serviços consulares no país (Andre Borges/EFE)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 16h46.
O governo brasileiro foi avisado com dias de antecedência sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender o atendimento na Embaixada e nos consulados no país por "preocupações de segurança", segundo integrantes da gestão Lula. Autoridades brasileiras investigam possíveis riscos aos postos diplomáticos, mas afirmam que não há razão para alarmismo nem impacto esperado nas eleições. A Austrália também fechou sua embaixada em Brasília nesta sexta-feira, 2, como medida de precaução.
O governo do Brasil foi comunicado, há vários dias, sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender o atendimento na Embaixada e nos consulados no país e tem prestado apoio às autoridades americanas, segundo integrantes da gestão Lula. Publicada na noite de quinta-feira, 1º, a decisão foi tomada por "preocupações de segurança", segundo nota oficial.
As autoridades brasileiras têm investigado possíveis riscos aos postos diplomáticos dos Estados Unidos no Brasil e, até o momento, tratam do assunto com seriedade, afirmou à EXAME um integrante do governo a par do assunto.
No governo Lula, as ações do governo de Donald Trump no sentido de intervir nas eleições brasileiras não são vistas como necessariamente ligadas ao fechamento temporário dos postos diplomáticos.
Ainda de acordo com pessoas familiarizadas com o tema, a medida tomada pela Austrália não está estritamente ligada a qualquer tipo de ameaça aos postos diplomáticos do país. Trata-se de uma medida de precaução tomada em razão da suspensão do atendimento anunciada pelos americanos.
O site do governo australiano sobre destinos turísticos afirma que a embaixada do país em Brasília estará fechada no dia 2 de outubro "devido a preocupações sobre segurança" e aconselha australianos a "também evitar a Embaixada, os consulados dos Estados Unidos e instalações diplomáticas no Brasil, e áreas próximas".
"Terrorismo é uma ameaça global. Ataques terroristas podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento. Fique alerta a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos. Terroristas podem ter como alvo áreas turísticas e outros lugares frequentados por estrangeiros e onde há grandes multidões", afirma o site australiano.
Sob reserva, integrantes do governo brasileiro afirmam que não há razão para alarmismo em meio às apurações sobre eventuais riscos de segurança e diz que as autoridades já realizam um trabalho de monitoramento. O caso relacionado aos postos diplomáticos americanos não deve afetar negativamente o curso das eleições, afirma uma pessoa familiarizada com o tema.
A Embaixada dos EUA orienta que cidadãos americanos que necessitem de assistência emergencial, enquanto os postos consulares estiverem fechados, não devem comparecer presencialmente aos postos consulares, mas sim contactar os serviços de plantão oficiais por e-mail ou telefone.
Segundo nota oficial, a decisão foi tomada por "preocupações de segurança". A medida foi publicada na noite de quinta-feira, 1º de outubro, e o governo americano não detalhou quais são essas preocupações.
A suspensão vale para a Embaixada em Brasília e para os consulados americanos em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.
Sim. Segundo integrantes da gestão Lula ouvidos pela EXAME, o governo foi comunicado há vários dias e tem prestado apoio às autoridades americanas. As autoridades brasileiras investigam possíveis riscos aos postos diplomáticos e afirmam já fazer um trabalho de monitoramento.
No governo Lula, as ações do governo Trump de intervir nas eleições brasileiras não são vistas como necessariamente ligadas ao fechamento temporário dos postos. Integrantes do governo ouvidos pela EXAME afirmam que o caso não deve afetar o curso das eleições.
Segundo pessoas familiarizadas com o tema ouvidas pela EXAME, a Austrália fechou sua embaixada em Brasília em 2 de outubro como medida de precaução, por causa da suspensão anunciada pelos Estados Unidos, e não por uma ameaça direta aos seus postos.
A Embaixada dos EUA orienta que cidadãos americanos que precisem de assistência emergencial não compareçam aos postos consulares e entrem em contato com os serviços de plantão oficiais por e-mail ou telefone.