Governo amplia parceria com Google para alertas sobre desastres

Foram disponibilizados sete novos tipos de alerta: enxurrada, deslizamento de solo, incêndio florestal, vendaval, granizo, chuva intensa e rompimento de barragem
Fortes chuvas em Recife: ferramenta de emissão de alertas sobre desastres naturais no Brasil foi ampliada pelo MDR em parceria com o Google (JOãO CARLOS MAZELLA/FOTOARENA/FOTOARENA//Estadão Conteúdo)
Fortes chuvas em Recife: ferramenta de emissão de alertas sobre desastres naturais no Brasil foi ampliada pelo MDR em parceria com o Google (JOãO CARLOS MAZELLA/FOTOARENA/FOTOARENA//Estadão Conteúdo)
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Agência Brasil

Publicado em 07/06/2022 às 17:31.

Última atualização em 07/06/2022 às 17:39.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com o Google, anunciou nesta terça-feira, 7, a ampliação da ferramenta de emissão de alertas sobre desastres naturais no Brasil. A iniciativa é da Defesa Civil Nacional, por meio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).

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A parceria da Defesa Civil Nacional com o Google na emissão de alertas públicos ocorre desde 2015, especificamente para avisos sobre alagamentos e inundações. Agora, foram disponibilizados sete novos tipos de alerta: enxurrada, deslizamento de solo, incêndio florestal, vendaval, granizo, chuva intensa e rompimento de barragem.

Os alertas do Google são acionados quando o parceiro, no caso o Cenad ou outro órgão público — como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) —, envia um novo aviso de possível desastre natural de grau moderado ou severo. Com isso, a informação fica disponível no topo da busca que o usuário faz sobre o assunto na plataforma. O alerta também é disponibilizado no aplicativo Google Mapas e, se quiser, o usuário pode acionar notificações pelo celular para receber os avisos. Se acessar o Google Mapas em uma área de risco, o usuário também será alertado da ocorrência.

"A gente espera que, com essa expansão da parceria, possa contribuir ainda para os esforços da Defesa Civil na distribuição de informação qualificada para a população e ajudar que mais pessoas sejam assistidas e que seja possível salvar mais vidas", afirmou Luísa Phebo, gerente de parcerias do buscador do Google na América Latina.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, explicou que o maior desafio atualmente não é gerar informação sobre alertas, mas fazer com que as pessoas tenham percepção dos riscos e adotem uma mudança de comportamento que possibilite a autoproteção e a proteção comunitária.

"Um parceiro como o Google informando em tempo real, em todas as suas ferramentas possíveis, essas situações [desastres naturais] faz com que essa percepção do risco, esse raciocínio de autoproteção e proteção comunitária, seja continuamente estimulado".

Os alertas são disponibilizados por meio de um cadastro na Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), em que as defesas civis estaduais e municipais podem enviar diversos avisos por meio de SMS, Telegram, TV por assinatura e pelo Google.

(Agência Brasil)