Brasil

Gilmar Mendes desqualifica pedido de impeachment contra ele

O grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB


	Gilmar Mendes: o grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB
 (Carlos Humberto/SCO/STF)

Gilmar Mendes: o grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB (Carlos Humberto/SCO/STF)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de setembro de 2016 às 21h08.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (<a href="https://exame.com.br/topicos/stf"><strong>STF</strong></a>) Gilmar Mendes desqualificou hoje (19) os juristas que apresentaram um pedido de <a href="https://exame.com.br/topicos/impeachment"><strong>impeachment </strong></a> contra ele no Senado Federal, na semana passada. </p>

O grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB e “extremamente rigoroso” no julgamento de processos de interesse do PT e de seus filiados, “nomeadamente o ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não escondendo sua simpatia por aqueles e sua ojeriza por estes”.

“Vi aquela ação e até achei ela um pouco engraçada. É um consórcio de famosos quem, daqueles que já foram e daqueles que nunca serão. Se vocês olharem, é Fábio Konder Comparato, que é um banqueiro travestido de socialista; o nosso Celso Bandeira de Mello, que é um latifundiário travestido de socialista, e outros famosos quem”, disse Mendes antes de participar de um evento na capital paulista.

Além dos dois citados, os juristas Sérgio Sérvulo da Cunha e Álvaro Augusto Ribeiro da Costa; a ativista de direitos humanos Eny Raymundo Moreira; e o ex-deputado e ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, também assinam o pedido de impeachment de Gilmar Mendes.

Para os autores, o ministro tem ofendido a Constituição, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura ao não atuar com imparcialidade e conceder frequentes entrevistas nas quais antecipa seus votos e discute o mérito de questões em julgamento no STF. Além disso, o grupo acusa Mendes de atuar de maneira desrespeitosa também durante julgamentos e de utilizar o cargo a favor dos interesses do grupo político que defende.

Acompanhe tudo sobre:ImpeachmentSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Senado aprova projeto que estabelece vulnerabilidade de menores de 14 anos em casos de estupro

Kassab realiza tour por SP com Leite, Ratinho Jr. e Caiado de olho na eleição

Caso Marielle: STF condena irmãos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão; veja as outras penas