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Gerp: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 38% no 1º turno

48% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que a intenção de voto se mantém após divulgação da relação do senador com caso Master

Eleições 2026: 51% desaprovam a gestão de Lula à frente do poder Executivo (Divulgação/Exame)

Eleições 2026: 51% desaprovam a gestão de Lula à frente do poder Executivo (Divulgação/Exame)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 22 de maio de 2026 às 11h17.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados na liderança da corrida presidencial, segundo a pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta sexta-feira, 22.

De acordo com o estudo, os dois pré-candidatos têm 38% de intenções de voto cada um em um cenário estimulado de primeiro turno. Desde o último levantamento do instituto, publicado em 12 de maio, o presidente cresceu quatro pontos percentuais, enquanto o senador cresceu dois.

Neste cenário, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e Renan Santos (Missão) registram 3% de intenções de voto cada um. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 2%.

Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP), têm 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Aldo Rebelo (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

Ao todo, 6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Outros 4% afirmam que não votariam em nenhum dos pré-candidatos.

Segundo turno

A pesquisa também testou cenários possíveis de segundo turno entre o presidente Lula e os demais pré-candidatos.

O único embate que o petista perde é contra Flávio Bolsonaro, por três pontos percentuais. O senador aparece com 47% contra os 44% do presidente. Dos entrevistados, 7% não votariam em nenhum deles, e 2% não quiseram responder.

Contra Romeu Zema, Lula aparece 11 pontos percentuais na frente: 45% para o presidente e 34% para o mineiro. Os que não votariam em nenhum deles somam 18%, e 3% não souberam responder.

Contra Ronaldo Caiado, a vantagem de Lula é a maior, chegando a 12 pontos percentuais. Neste embate, o petista atinge 44% do eleitorado, contra os 32% do goiano. Além disso, 20% afirmam que não votariam em nenhum deles, e 3% não responderam.

Contra Ciro Gomes, a vantagem de Lula é de dez pontos percentuais: 41% para o presidente e 31% para Ciro, que é pré-candidato ao governo do Ceará. Ao todo, 25% afirmam que não votariam em nenhum deles, e 3% não responderam.

Rejeição e avaliação de Lula

O estudo levantou a rejeição dos pré-candidatos em uma pergunta de múltipla escolha, medida pelo índice de eleitores que conhecem o nome e não votariam de jeito nenhum.

O presidente Lula lidera a lista com 48% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro com 41%. Todos os demais candidatos registram menos de 15% de rejeição.

Dos respondentes, 51% desaprovam a gestão de Lula à frente do poder Executivo, mantendo a avaliação do governo estável. Outros 41% aprovam e 7% não souberam responder.

Na questão qualitativa, 37% consideram o governo ótimo ou bom, 47%, ruim ou péssimo, e 15%, regular.

O poder do caso Master nas eleições

O estudo mediu o que os brasileiros consideram ser o maior problema do Brasil. Ao todo, 50% responderam ser a corrupção.

Em outro momento da pesquisa, o instituto questionou os respondentes a respeito do caso do Banco Master e da relação do banqueiro Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro.

Segundo a Gerp, 85% souberam do caso, e 29% associam que “Flávio pediu ao Banco Master para patrocinar o filme do Jair Bolsonaro”. Outros 9% associam o caso Master com corrupção, roubo, lavagem e desvio de dinheiro espontaneamente.

Apesar de a narrativa que associa o pré-candidato à investigação por crimes financeiros ser popular, 48% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que a intenção de voto se mantém. Outros 28% dizem que as chances de votar no senador diminuíram muito, enquanto 13% dizem que aumentaram muito.

Além disso, 46% dos respondentes dizem que a revelação não afetou a confiança no candidato, contra 32% que alegam que afetou muito.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores distribuídos em todo o território nacional. A margem de erro dos resultados é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07971/2026.

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