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Genial/Quaest: Aprovação de Lula sobe para 47% e fica tecnicamente empatada com desaprovação

Levantamento mostra redução da rejeição ao governo, avanço entre independentes, mulheres e eleitores de renda intermediária, enquanto Nordeste segue como principal reduto de apoio ao presidente

Lula em entrevista ao Sem Censura (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula em entrevista ao Sem Censura (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 10 de junho de 2026 às 07h14.

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A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e reduziu a distância para a desaprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 9.

O levantamento mostra que 47% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 48% desaprovam a gestão e 5% não sabem ou não responderam.

Na comparação com maio, a aprovação avançou um ponto percentual, de 46% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 49% para 48%.

Os índices colocam o governo em situação de empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.

O resultado representa a menor diferença entre aprovação e desaprovação desde outubro de 2025, quando os dois indicadores ficaram em 48% e 49%, respectivamente.

Os dados também mostram que é o menor índice de desaprovação desde março de 2025.

Lula cresce entre os independentes

Os dados mostram que a recuperação da popularidade ocorreu principalmente entre eleitores sem alinhamento político definido. No grupo dos independentes, a aprovação passou de 37% para 41% entre maio e junho, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 47%.

Entre os grupos ideológicos, Lula mantém aprovação praticamente unânime entre os lulistas, com 96%, e amplo apoio entre a esquerda não lulista, com 85%. Já a desaprovação segue dominante entre eleitores da direita.

Entre os que se identificam como bolsonaristas, 92% desaprovam o governo e apenas 6% aprovam. Na direita não bolsonarista, a desaprovação alcança 87%, contra 10% de aprovação.

Os dados regionais mostram que o Nordeste continua como a principal base eleitoral do presidente. Na região, a aprovação chegou a 61%, ante 34% de desaprovação.

No Sudeste, a aprovação subiu para 43%, enquanto a desaprovação recuou para 51%. Já no Sul, o governo segue em desvantagem, com 33% de aprovação e 63% de desaprovação.

A pesquisa também identificou melhora entre as mulheres. Entre o público feminino, a aprovação alcançou 49%, acima dos 44% de desaprovação. Entre os homens, o cenário permanece mais desfavorável ao governo, com aprovação de 44% e desaprovação de 53%.

Entre as faixas etárias, o melhor desempenho de Lula continua entre os eleitores com 60 anos ou mais, grupo em que a aprovação alcança 51% e supera os 44% de desaprovação. Na faixa de 35 a 59 anos, os indicadores ficaram empatados em 48%.

O levantamento também mostra avanço entre os segmentos de maior escolaridade. Entre os entrevistados com ensino superior, a aprovação subiu para 37%, enquanto a desaprovação recuou para 57%. Apesar da melhora, o saldo permanece negativo para o governo.

Na análise por renda, Lula mantém vantagem entre os brasileiros com renda familiar de até dois salários mínimos. Nesse grupo, a aprovação chegou a 59%, contra 36% de desaprovação. Entre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos, a distância diminuiu e os índices ficaram em 46% e 48%, respectivamente.

Os dados sobre religião indicam que os católicos seguem mais favoráveis ao governo, com aprovação de 51% e desaprovação de 44%. Entre os evangélicos, a desaprovação permanece majoritária, alcançando 60%, enquanto 35% aprovam a gestão.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação atingiu 60%, contra 35% de desaprovação. Já entre os não beneficiários, 43% aprovam o governo e 52% desaprovam.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. O levantamento foi realizado por meio de entrevistas presenciais domiciliares. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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