Redação Exame
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 11h15.
Um dia após os ataques dos Estados Unidos contra alvos militares na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, a fronteira com o Brasil foi reaberta e registrou fluxo intenso de entrada de venezuelanos em Pacaraima (RR).
Segundo jornal O Globo, muitos relataram tensão com os bombardeios realizados na madrugada de sábado e incerteza quanto aos desdobramentos da crise.
Os ataques ordenados pelo governo de Donald Trump atingiram postos militares e outras instalações na região de Caracas, no norte venezuelano.
Maduro foi levado sob custódia para uma prisão em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo.A fronteira chegou a ser fechada temporariamente no sábado pelo lado venezuelano, segundo integrantes do governo brasileiro. Ainda no fim do mesmo dia, a passagem foi reaberta, com maior movimento de saída de venezuelanos.
Do lado brasileiro, militares montaram uma barreira de controle, com revista detalhada de veículos e identificação dos ocupantes.
A operação ocorre em meio a preocupações do governo federal com os impactos da crise. A fronteira entre os dois países tem mais de 2 mil quilômetros de extensão.
O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), afirmou em entrevistas e em publicações nas redes sociais temer uma nova onda de refugiados e pediu o fechamento temporário da fronteira.
O apelo foi feito aos ministros José Múcio (Defesa), Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), com quem conversou no sábado.
Apesar da movimentação, o ministro da Defesa disse, após reunião no Itamaraty, que a situação na fronteira era “tranquila”, mas que o governo manteria um “plantão” para eventuais mudanças no cenário.
A preocupação com o fluxo migratório tem base nos números acumulados desde o início da crise humanitária na Venezuela.
Segundo o Observatório da Diáspora Venezuelana, 9,1 milhões de pessoas deixaram o país desde 2013.De acordo com a ACNUR, agência da ONU para refugiados, a Venezuela hoje concentra o maior número de refugiados do mundo, com 6,3 milhões de pessoas — à frente da Síria.
Com informações do Jornal O Globo.