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FMI: posição adotada pelo BC brasileiro é correta

O diretor-geral do fundo, Strauss-Kahn, elogiou a política monetária do país, mas alertou para o perigo de uma valorização do real

Dominique Strauss-Kahn: Brasil tem mais oprtunidades de investimento que a Euroa (Franck Prevel/Getty Images)

Dominique Strauss-Kahn: Brasil tem mais oprtunidades de investimento que a Euroa (Franck Prevel/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 3 de março de 2011 às 16h19.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, considera que a postura adotada pelo Banco Central (BC) na política monetária é "correta", mas reconheceu que isso também tem como reflexo levar o BC a enfrentar dificuldades como a tendência de valorização do real.

Strauss-Kahn avaliou que o fortalecimento da moeda brasileira reflete o maior afluxo de dólares para o País, que está atrelada em parte à política de afrouxamento quantitativo ("quantitative easing") praticada pelos Estados Unidos para enfrentar as dificuldades econômicas, mas também à situação de recuperação mais forte do Brasil e a problemas como a taxa de poupança baixa que levam o País a ter juros mais altos.

"Não é só o bode expiatório do quantitative easing", afirmou Strauss-Kahn. "Em fases de sucesso, é inevitável que se receba um maior fluxo de capitais", disse o diretor do FMI, lembrando que os grandes investidores enxergam mais oportunidades de investimento em países emergentes como o Brasil do que, por exemplo, na Europa.

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